UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES – Tri Áudio / 1080p – Download – 1981
AN AMERICAN WEREWOLF IN LONDON – 1981
EUA – REINO UNIDO
COMÉDIA – HORROR
DIREÇÃO: John Landis
ROTEIRO: John Landis
IMDb: 7,6 http://www.imdb.com/title/tt0082010/

POSTAGEM PUBLICADA ORIGINALMENTE EM 18/02/2015.
ADICIONADO ARQUIVO TORRENT
RMZ – TRI ÁUDIO – DUBLAGEM CLÁSSICA ELENCO-SP E REDUBLAGEM MARMAC GROUP + VERSÃO REDUZIDA + TRILHA SONORA EXPANDIDA
Postado por Don Costa
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VERSÃO MAIOR
Formato: MKV
Qualidade: BRrip – 1080p (1920*1040) 1.85:1, AVC, 23976 fps, 10.100 kbps
Tamanho: 7,94 GB
Duração: 97 min.
Legendas (SELECIONÁVEL): Português / Inglês
Áudios (SELECIONÁVEL):
1º Português (Dublagem Clássica Elenco-SP – RMZ)– 48,0 KHz, AC-3, 16 bits, 2 canais, 192 kbps
2º Português (Redublagem Marmac Group – RMZ) 48,0 KHz, MP3, 16 Bits, 2 canais, 320 kbps
3º Inglês – 48,0 KHz, DTS, 24 bits, 6 canais, 755 kbps
Servidores: Mega e Uloz.to (dividido em 17 partes) / Uptobox (Arquivo torrent)
Créditos da dublagem clássica Elenco e primeira remasterização:
Lilbarby, com base nos áudios de Givaldo Dias, Jack Bauer, Marciel Noronha e Marcos Vinicius
Créditos da redublagem Marmac Group: Alek25
Créditos pelo arquivo torrent: FalconNight
Remasterizador, Encoder e Uploader: Don Costa
NOTA (FalconNight): No arquivo torrent, as dublagens estão com canais 5.1
VERSÃO REDUZIDA
Formato: MKV
Qualidade: BR-rip – 1080p (1920*1040) 1.85:1, AVC, 23976 fps, 2.000 kbps
Tamanho: 2,23 GB
Duração: 97 min.
Legendas (SELECIONÁVEL): Português / Inglês
Áudios (SELECIONÁVEL):
1º Português (Dublagem Clássica Elenco-SP – RMZ)– 48,0 KHz, AC-3, 16 bits, 2 canais, 192 kbps
2º Português (Redublagem Marmac Group – RMZ) 48,0 KHz, MP3, 16 Bits, 2 canais, 320 kbps
3º Inglês – 48,0 KHz, DTS, 24 bits, 6 canais, 755 kbps
Servidores: Mega e Uloz.to (dividido em 05 partes)
VEJA TAMBÉM: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES (DUBLADO / TVRIP) – 1981 – Postado por William Donato.
AGRADECIMENTOS AO MARUJO ALEK25, QUE FORNECEU A REDUBLAGEM MARMAC GROUP, E AO MARUJO WILLIAM DONATO QUE PUBLICOU UMA POSTAGEM COM ESTA MESMA DUBLAGEM. TAMBÉM ESTOU ENVIANDO ESTA DUBLAGEM EM UM ARQUIVO SEPARADO, PARA QUE AQUELES QUE JÁ BAIXARAM ESTA POSTAGEM ANTERIORMENTE NÃO PRECISEM REPETIR O DOWNLOAD. PARA ANEXAR O ÁUDIO SEPARADO AO ARQUIVO JÁ BAIXADO, UTILIZEM O PROGRAMA MKVMERGE.
NOTA – Informaçõs sobre os arquivos (Don Costa):
Foram gerados dois arquivos para esta postagem. Um maior com 7,94 Gb e outro menor com 2,23 Gb. Ambos têm três áudios e a única diferença entre eles é a bitragem de vídeo. As qualidades das imagens são muito parecidas, porém as diferenças ficam evidentes quando assistidas lado a lado em uma tv de alta definição. Para quem tem equipamentos de ponta, recomendo que baixe o arquivo maior.
NOTA – Comentário de Lilbarby, o primeiro remasterizador:
“Pela primeira vez remasterizado em estéreo, as fontes do áudio dublado foram provenientes dos releases upados por Jack Bauer (uncut version) e Marciel Noronha (cortado, mas com qualidade melhor). Vários passos foram necessários para que eu pudesse melhorar a qualidade do áudio das fontes usadas (Equalizer, DeClipping, etc…). Eu decompus a trilha original DTS em Inglês de 6 canais de áudios separados e troquei o canal central por minha trilha em português. Depois da sincronização AV e acomodação dos volumes, todos os canais foram codificados para um DD 5.1, e depois transferidos para um AAC, áudio estéreo. Essa remasterização exigiu muito trabalho e empenho, mas tudo foi feito com muita atenção e carinho. Todos os amigos que conhecem essa obra prima do terror sabem que esse esforço valeu a pena.”
EM CASO DE ARQUIVO CORROMPIDO:
Atualmente eu envio meus arquivos com dados para recuperação embutidos nos mesmos, para poderem ser recuperados em caso de erros durante o download. Esse sistema de recuperação repara pequenos erros em arquivos corrompidos, deixando-os em condições de serem descompactados.
Para executar essa recuperação faça o seguinte:
Abra somente a parte corrompida no winrar. Digamos que seja, por exemplo, a parte 02 do arquivo menor.
Clique na aba “Ferramentas” e depois em “Recuperar arquivos”.
Selecione o local para salvar o arquivo e clique em “Ok”.
Aguarde o final do processo. O programa criará um arquivo recuperado com um nome semelhante à esse: “fixed. ULAemL1981BR1080TÁRMZDCVR.part2.rar”.
Exclua a parte 02 original com problemas, renomeie esse arquivo recuperado para “ULAemL1981BR1080TÁRMZDCVR.part2.rar” e coloque-o na mesma pasta com as demais partes.
Descompacte normalmente. Geralmente essa ação resolve o problema.
Quando tiver algum problema com arquivos compactados no futuro, tente recuperá-los dessa forma. Lembrando que esse método de correção só funciona se o arquivo for criado com esses dados de recuperação embutidos e se os problemas com os arquivos forem pequenos.
Caso o problema persista, faça novamente o download dessa parte, evitando utilizar a internet para qualquer outra coisa durante o download. Se mesmo assim o erro persistir, avise-nos que eu upo a parte com problemas novamente.

VERSÃO MAIOR
MEGA – 17 PARTES
FILME: PASTA COM A VERSÃO MAIOR: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
ULOZ.TO – 17 PARTES
FILME: PASTA COM A VERSÃO MAIOR: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
MEGA – ARQUIVO TORRENT
AJUDE-NOS A SEMEAR!
FILME: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
VERSÃO MENOR
MEGA – 05 PARTES
FILME: PASTA COM A VERSÃO MENOR: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
ULOZ.TO – 05 PARTES
FILME: PASTA COM A VERSÃO MAIOR: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
TRILHA SONORA
ARQUIVO ÚNICO – MEGA: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
ARQUIVO ÚNICO –
ULOZ.TO: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
ÁUDIO SEPARADO DA REDUBLAGEM (PARA QUEM JÁ TINHA BAIXADO O ARQUIVO)
ARQUIVO ÚNICO – MEGA: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
ARQUIVO ÚNICO – ULOZ.TO: UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
Senha para tudo:

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AMOSTRA DA DUBLAGEM CLÁSSICA ELENCO:
AMOSTRA DA REDUBLAGEM MARMAC GROUP:
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David Kessler (David Naughton) e Jack Goodman (Griffin Dunne) são colegas de colégio, que vieram dos Estados Unidos para conhecer a Inglaterra. Pedindo carona nas estradas, eles chegam a uma pequena cidade. Lá vão ao bar, sendo friamente recepcionados pelos moradores locais. A situação piora ainda mais quando Jack pergunta o porquê do local ter velas e um pentágono na parede.
Ao deixar o local, eles caminham por uma estrada deserta e enevoada. Logo percebem que um animal está cercando-os e são atacados por um enorme e desconhecido animal. Jack é morto mas David consegue sobreviver e é internado num hospital em Londres. Ao voltar a si, tempos depois, ele não se lembra do acontecido. Então David começa a receber visitas mal-assombradas do seu amigo morto Jack, que explica que ele foi atacado por um lobisomem e agora se tornará também um monstro. Jack quer que David se suicide antes da próxima lua cheia, não apenas para evitar a transformação, mas também para libertar ele próprio da sua condição de morto-vivo…












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Informações sobre o filme:
Este é o primeiro filme a ganhar o Oscar de Melhor Maquiagem. Essa categoria foi criada em 1981. Rick Baker venceu devido ao extraordinário trabalho feito no filme, que gerou um grande impacto no m
undo do cinema. A pró
pria criação da categoria no Oscar foi, em muito, influenciada pelo sucesso da maquiagem em “Um Lobisomem Americano em Londres”. Esse foi um dos dois filmes de lobisomem que venceram o Oscar de Melhor Maquiagem. O segundo, também com Rick Baker sendo premiado, foi “O Lobisomem” (2010). William Tuttle foi o primeiro artista de efeitos de maquiagem a receber um Oscar (na época um prêmio honorário) por seu trabalho em “As Sete Faces do Dr. Lao” (1964).

Rick Baker (centro) no Oscar de 1982 ao lado de Vincent Price e Kim Hunter.

Rick Baker (esquerda) e Dave Elsey premiados pelo trabalho em “O Lobisomem”.

Às vezes sozinho (esquerda), às vezes com um assistente (centro), William Tuttle desenvolveu um extraordinário trabalho que lhe valeu o Oscar honorário por “As Sete Faces do Dr. Lao” (direita).
Apenas quatro americanos foram autorizados pelo governo britânico a trabalharem nas cenas rodadas em Londres: o diretor John Landis, o maquiador Rick Baker e os atores David Naughton e Griffin Dunne. As três primeiras autorizações de trabalho foram concedidas pelo governo britânico, sem problemas. Mas o sindicato dos atores local questionou a necessidade de uma autorização de trabalho para o ator Griffin Dunne, alegando que já havia abundância de jovens atores americanos vivendo na Grã-Bretanha que poderiam interpretar o papel de Jack. Foi só quando o diretor/roteirista Landis ameaçou reescrever o roteiro e mudar o título do filme para “Um Lobisomem Americano em Paris” é que o sindicato reconsiderou o pedido e o consulado concedeu à Dunne sua autorização de trabalho.

Os únicos americanos trabalhando no filme em Londres, da esquerda para a direita: John Landis, Rick Baker, David Naughton e Griffin Dunne. No alto, fotos dos anos 80. Acima, imagens atuais.
Enquanto John Landis estava tentando conseguir levantar recursos para fazer este filme, Rick Baker ficou cansado de esperar (mais de oito anos) e decidiu usar o que ele estava preparando para este filme em outro filme do gênero: “Grito de Horror” (1981). Mas logo pós iniciar esse trabalho, Baker recebeu um telefonema de Landis dizendo: “Eu tenho o dinheiro. Vamos fazer ‘Um Lobisomem Americano’!”. Depois de uma acalorada discussão com gritos e ofensas de ambas as partes, Baker decidiu deixar “Grito de Horror” nas mãos de seu assistente Rob Bottin passando a atuar apenas como consultor, enquanto embarcava para Londres para trabalhar no filme de Landis. A amizade de ambos já vinha de longa data e as discussões sobre trabalho eram normais.

Em “Grito de Horror”, o fantástico trabalho de maquiagem (centro) de Rob Bottin (direita), garantiu um resultado tão bom quanto o do filme de Landis.
John Landis escreveu o roteiro para este filme após um incidente durante a filmagem de “Os Guerreiros Pilantras” (1970) – época em que ele era um assistente geral – na zona rural da Iugoslávia. Enquanto passava por uma estrada secundária com um colega, Landis encontrou um funeral tradicional cigano. O corpo estava sendo enterrado numa sepultura profunda, com os pés voltados para baixo, enquanto era envolvido em cordões de alhos e rosários para que ele não ressuscitasse do mundo dos mortos. O diretor começou a pensar na imagem de um morto-vivo que saísse da cova e começasse a visitar os amigos enquanto seu corpo se decompunha. Esse foi o mote inicial do roteiro. O lobisomem, motivo da morte do personagem, foi imaginado depois e tornou-se o ponto central no roteiro final.

O ator Griffin Dunne transformando-se num zumbi. A imagem de um morto-vivo saindo da cova foi a idéia que deu origem ao filme.
Os executivos da Universal Pictures queriam que Dan Aykroyd interpretasse David e John Belushi o personagem Jack, mas o diretor John Landis recusou.

Os jovens Dan Aykroyd e John Belushi estavam cotados para protagonizarem o filme.
John Landis contratou David Naughton após vê-lo em um comercial de TV do Dr. Pepper, um refrigerante criado no Texas, muito popular nos Estados Unidos. O ator já estrelava muitas campanhas publicitárias e o sucesso do filme foi tão bom para ele quanto para as empresas que o contratavam.

Um simples comercial de refrigerante protagonizado por Naughton (esquerda), trouxe grandes dividendos para o ator e para a marca (centro), que intensificou a campanha publicitária (direita).
As filmagens ocorreram em fevereiro e março de 1981, seguindo a ordem das cenas do próprio longa-metragem.
A trilha sonora do filme ficou a cargo do genial Elmer Bernstein. Extremamente versátil, o compositor tem centenas de trabalhos em todo tipo
de filme ao long
o de mais de 5 décadas de carreira. Filmes épicos (Os Dez Mandamentos – 1956), dramas (O Sol é Para Todos – 1962), westerns (O Último Pistoleiro – 1976), aventuras (Os Caça-Fantasmas – 1984) e até comédias (Oscar – Minha Filha Quer Casar – 1991) fazem parte do seu repertório. Mas talvez sua música mais conhecida no Brasil seja o tema de “Sete Homens e Um Destino” (1960), utilizada durante anos nas propagandas do cigarro Marlboro. Em “Um Lobisomem Americano em Londres” a duração total da partitura original do compositor é de sete minutos, para grande surpresa dos aficionados das músicas temas de cinema, que pediam uma versão completa desta música por anos, mas que não estava presente na trilha sonora original. Em 2011, a PolyGram lançou uma trilha sonora expandida do filme, com todas as versões de todas as músicas que aparecem nele, mesmo que por poucos segundos. Só “Blue Moon” tem seis versões diferentes. O lançamento dessa versão foi um grande presente para os fãs do compositor que morreu em 2004. É essa trilha de versão expandida que estou enviando junto com o filme.

Bernstein com John Landis em 1982, em 2002 e a capa da versão expandida da trilha sonora.
John Landis tentou, sem sucesso, que outras três canções integrassem a trilha sonora de “Um Lobisomem Americano em Londres”. “Moonshadow” não teve sua inclusão autorizada por Cat Stevens, que resolveu que ela não mais seria incluída em filmes após sua conversão ao islamismo. Bob Dylan não autorizou que “Blue Moon” fosse usada em um filme de classificação “R” e “Blue Moon”, de Elvis Presley, não pôde ser usada pois estava indisponível devido aos processos judiciais ainda em andamento que envolviam sua propriedade após sua morte em 1977.

Cat Stevens (esquerda), Bob Dylan (centro) e Elvis Presley não puderam colaborar com a trilha sonora do filme.
A cena em que o lobisomem corre por Piccadilly Circus foi rodada com a ajuda da policia, que interrompeu o tráfego normal e limitou o acesso do público ao local em que as gravações ocorreram. Todos tomaram seus lugares, iniciaram as filmagens utilizando várias câmeras e foi tudo recolhido e limpo em pouco mais de meia hora. Foi a primeira vez depois de muitos anos que filmagens foram autorizadas no local. Precisamente, desde as gravações de “O Golpe do Século” (1967). Na época o diretor Michael Winner liberou o uso de uma bomba de fumaça não autorizada, fazendo com que ele e vários integrantes da equipe técnica fossem presos. Contudo, a experiência cordial de John Landis em trabalhar com a polícia de Chicago em “Os Irmãos Cara de Pau” (1980) ajudou a superar a relutância oficial para aprovar as filmagens, especialmente porque ele estava trabalhando dentro de um plano, utilizando um modelo em escala da área, além de croquis, segundo o qual o tráfego seria minimamente perturbado.

Experiências anteriores e um plano que incluía croquis (acima), ajudaram o diretor à conseguir a liberação da área para as filmagens.
A personagem Alex possui vários itens em sua decoração que demonstram sua admiração pela cultura norte-americana. Humphrey Bogart pode ser visto em dois cartazes. Há um de Casablanca (1942) na sala de estar e um do próprio Bogart, em preto e branco, na cozinha. Também existem quatro miniaturas de personagens Disney espalhados pela sala de estar. Duas do Mickey, uma da Minnie e outra do Pato Donald.

Cartaz de “Casablanca”…

…poster de Humphrey Bogart,…

…e personagens Disney denunciam a admiração de Alex pela cultura norte-americana.
O episódio do programa de TV “O Show dos Muppets” exibido durante o pesadelo de David existiu realmente e trata-se do episódio “Señor Wences” (1980), mas a parte mostrada jamais foi exibida na TV americana. É por isso que os norte-americanos muitas vezes pensam que este é um episódio falso, até porque Miss Piggy e Kermit, The Frogg (Caco, o Sapo), estão creditados no filme.

Trecho não exibido nos EUA…

…e personagens creditados levaram o público norte-americano a pensar que o episódio era falso.
O diretor John Landis aparece em uma pequena ponta, já perto do final do filme, ao ser atingido por um carro e atirado contra uma vidraça em Piccadilly Circus.

A cena com o diretor canastrão (na opinião dos colegas) fazendo uma ponta.

A sequência da cena a partir de outro ângulo.

A performance do diretor teve direito à notas (não muito boas) dadas pelo pessoal da produção.
Ao término dos créditos finais há uma mensagem de congratulações ao casamento entre o príncipe Charles e a princesa Diana. Ela foi incluída porque, na cena em que David é preso, ele grita que o príncipe Charles é homossexual. A cena foi gravada meses antes do casamento entre Charles e Diana.
O maquiador Rick Baker usou seu cachorro, Bosko, para definir o visual dos lobisomens.
O cantor Michael Jackson ficou tão impressionado com “Um Lobisomem Americano em Londres” que fez questão de que seu responsável fosse contratado para dirigir o videoclipe da canção “Thriller”. Assim, John Landis, sua esposa Deborah Nadoolman (figurinista), Rick Baker (efeitos especiais de maquiagem), Robert Paynter (cinegrafista) e Elmer Bernstein (música) foram contratados.

O impressionante trabalho da equipe de Landis, ajudou “Thriller” a se tornar um dos maiores videoclipes da história, alavancando ainda mais a já consagrada carreira do astro americano.
Em 1997, a “BBC Radio 1” transmitiu a história do filme como se fosse um drama de rádio, no Dia das Bruxas. Foi transmitido em pequenos trechos ao longo do dia. Brian Glover, John Woodvine e Jenny Agutter reprisaram seus papéis na versão radiofônica. A transmissão também foi uma homenagem à Glover que havia falecido em Julho daquele ano, logo após o término das gravações.

Brian Glover, John Woodvine e Jenny Agutter. Reprise radiofônica e homenagem à Glover.
Em 2005, quando completou 21 anos, foi relançado nos cinemas da Austrália.
Seu orçamento foi de, apenas, US$ 10 milhões.
John Landis relatou que quando ele foi aprovar uma transferência de alta definição do filme para DVD, em meados dos anos 2000, ele ficou surpreendido por ver o quão sangrento o filme realmente era.
David Naughton informou que a cena da cama de hospital vista na floresta foi a mais difícil e dolorosa de se fazer. Naquela época, eles usavam lentes de contato de vidro, que incomodavam bastante, doíam e saíam do lugar constantemente. O que era para ser uma cena simples, de poucos segundos, levou horas. A cada tomada mal sucedida era necessária a intervenção do maquiador Rick Baker para ajustar o acessório.

A cena em questão (esquerda) e o trabalho meticuloso do maquiador. Cuidado redobrado para não ferir o ator.
O filme pornô fake “See You Next Wednesday” foi a primeira coisa a ser filmado durante a produção, mas, durante anos, muitos achavam que o filme era real, principalmente pelos cartazes na fachada do cinema e pela propaganda no metrô, que seguiam o estilo das produções locais.

Uma perfeita caracterização na fachada…

…somada à propaganda padrão da época, com cartazes no metrô…

…ao lado de produções reais (no destaque, Airplane – Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu), confundiram muitos espectadores que procuraram o falso filme por anos.
Rick Baker alegou ter ficado inicialmente decepcionado com o pouco tempo filmado na transformação do rosto do lobisomem, depois de ter passado meses trabalhando no mecanismo. John Landis necessitou apenas de uma tomada com duração de cerca de sete segundos. Baker achava que tinha desperdiçado seu tempo, até ver o filme com o público aplaudindo a cena durante aqueles sete segundos.
Durante a pré-estréia do filme a marquise informava, “do mesmo diretor de O Clube dos Cafajestes (1978)”. Devido à isso, muitas pessoas na platéia acharam que estavam vendo uma comédia, principalmente depois da cena inicial com os dois protagonistas viajando com ovelhas. Mas várias correram para fora do cinema, após algumas cenas, quando descobriram que era um filme de terror. Elas estavam realmente com medo.
Frank Oz, tecnicamente, aparece com dois personagens neste filme: O Sr. Collins, que é o homem do consulado que fala com David no hospital, e a voz de Miss Piggy em “O Show dos Muppets: Señor Wences (1980)”, que aparece no pesadelo de David.
Rick Baker e John Landis tiveram vários desentendimentos sobre qual design o lobisomem deveria ter. Baker queria que fosse um lobisomem de duas pernas dizendo que ele achava que lobisomens tradicionais são bípedes. Já Landis queria um “cão de quatro patas do inferno”.
A visão de Lan
dis prevaleceu, mas Baker conseguiu criar seu lobisomem bípede em seu outro projeto paralelo nos EUA: “Grito de Horror”.

A visão de um lobisomem bípede ficou em “Grito de Horror” (esquerda com o diretor Joe Dante), enquanto Landis preferiu o “cão do inferno” (centro e direita) em seu filme.
Ao tentar ligar para casa, David dá ao operador um número de telefone (516-472-3402) que contém um código de área de Long Island, Nova York . É também um caso raro, em que um número de telefone real é usado. Em muitos países, o uso de telefones, nomes ou endereços reais em obras fictícias é vetado por lei.
Quando David telefona para falar com sua família, ele fala com sua irmã Rachel. Durante a conversa, eles falam sobre o seu irmão Max. Max e Rachel são os nomes dos filhos do diretor John Landis.
John Landis teve de evitar filmar qualquer nudez frontal completa de David Naughton durante a cena da transformação ou nas outras cenas em que ele estava nu. Não apenas para evitar uma restrição ainda maior ao filme, mas porque o personagem David Kessler era um judeu, portanto, circuncidado. Já o ator não era.
A cena em que David estava na jaula com os lobos foi filmada em uma única tomada, já que o ator não queria voltar para a jaula dos animais, por mais que os tratadores insistissem na docilidade dos mesmos.
O hospital em que David é levado depois de ser atacado por um lobisomem era um hospital em desuso – Princess Beatrice Hospital, em Londres (sala 21, Piso 4). O edifício é agora utilizado como uma clínica para desabrigados.

Fachada do Princess Beatrice Hospital nos dias atuais.
A atriz Elizabeth Bradley, que interpretou a mulher que David encontra no zoológico, não foi informada de que o ator estaria nu. Avisaram-na, simplesmente, de que o ator iria aparecer e dizer algo. A expressão de espanto/constrangimento/incredulidade da atriz era real.

A veterana atriz não tinha nenhuma fala, mas sua expressão vale por mil palavras.
Assim como há diferenças entre o português brasileiro e o de Portugal, elas existem entre o inglês norte-americano e o britânico. John Landis teve vários problemas de comunicação no set com a equipe de efeitos especiais. Em um deles, ele lhes disse para tirar a cabeça do Inspector Villiers e jogá-lo sobre o capô (hood – em inglês USA) de um carro. Eles olharam para ele, intrigados, e depois de vários minutos de tentativas frustradas de comunicação, incluindo gestos e mímicas, ele pegou a cabeça e atirou-a sobre o capô de um dos carros, no que eles responderam: “Oh, você quer dizer o capô” (bonnet – em inglês UK).
David Naughton disse que a cena da transformação levou seis dias para ser concluída, sendo cerca de dez horas por dia gastos em aplicar a maquiagem, cinco horas de trabalho no set e três horas na remoção da maquiagem. Rick Baker estima que apenas meia hora de filmagens foram feitas durante toda aquela semana. O focinho era a última cena a ser filmada e não necessitava do ator, já que era uma cabeça animatrônica. Na verdade, essa foi a última cena filmada em toda a produção e foi realizada após a festa de encerramento com o elenco e a equipe começando a irem para casa. Baker ficou chateado por a maior parte da equipe e o elenco não estarem ali presentes na filmagem, mas foi recompensado com as congratulações após todos assistirem a cena no filme. Até hoje a cena é considerada por muitos como a melhor cena de transformação de lobisomens do cinema, sendo insuperável até mesmo pelas produções atuais que utilizam imagens geradas por computador.

Da confecção do molde à aplicação no set foram dias de trabalho.

Dias de filmagem alternando ator e partes animatrônicas.

Dez horas de maquiagem para cada cinco de trabalho no set não tiraram o bom humor do grupo.

Uma das principais cenas, utilizando uma cabeça animatrônica, foi acompanhada por apenas alguns dos membros da produção.
Griffin Dunne ajudou bastante o marionetista na versão “zumbi” de seu personagem Jack na cena do cinema pornô, dizendo as suas falas em tempo real. O mecanismo era bastante complicado de ser operado e o ator facilitou o trabalho ao falar o texto e adequar as expressões seguindo os movimentos do boneco.

A colaboração do ator foi vital para a performance realista da complicada marionete.
John Landis inicialmente queria que o tempo em que o lobisomem aparecesse na tela fosse o mínimo possível, surgindo só e
m algumas cena
s, apenas o suficiente para dar uma impressão de algo enorme e feroz. A longa cena do lobisomem perseguindo Gerald Bringsley no metrô até a escada rolante foi um exemplo disso. Esse sistema foi usado com grande sucesso por Steven Spielberg em “Tubarão” (1975), onde o monstro, de fato, aparecia muito pouco. A decisão de Landis em mostrar o lobisomem tanto quanto foi mostrado foi devido ao fato do diretor ter ficado impressionado com o monstro criado por Rick Baker. Isso exigiu de Baker a produção extra de várias partes do corpo da besta que seriam filmadas no restante do filme. Também foi necessária muita criatividade para filmar estes trechos de maneira realista com um custo baixo. Na cena em que o lobisomem ataca as pessoas no meio do trânsito, hora é o mecatrônico sendo empurrado como um “carrinho de mão”, hora é o próprio Baker manipulando a cabeça-fantoche enquanto é empurrado numa cadeira de rodas.

Rick Baker, sua equipe e um arsenal criado para dar vida à criatura nas telas.

Empurrando o animatrônico com rodinhas (em destaque) ou sendo empurrado numa cadeira de rodas. Talento e muita criatividade produziram um filme fantástico à um custo bem baixo.
O próprio Rick Baker manipulou a cabeça do lobisomem na cena do ataque ao Inspector Villier. Ele tinha pleno conhecimento da rigidez e da força de cada parte da cabeça do boneco, e estava preocupado em não causar ferimentos ao ator Don McKillop.

Preocupado em não ferir o ator, o próprio Baker manipulou a cabeça do lobisomem.
Em uma entrevista com Mick Garris em “Take One”, John Landis afirmou que, em uma pré-visualização, ele incluiu uma cena em que mostrava bem mais da sequência onde os três “sem tetos” no ferro-velho foram mortos. As pessoas reagiram tão fortemente, e em voz alta pelo resto da pré-visualização, que ele ficou com medo de que as pessoas perdessem alguns dos pontos chave da trama no final do filme. Ele acrescentou que sentiu ter cometido um erro ao cortar essa cena, porque ela poderia ter feito o filme se destacar ainda mais.
Uma das peças usadas no filme, um animatrônico em tamanho original de corpo inteiro do lobisomem, foi dado por Rick Baker ao amigo e colecionador Bob Burns para que fizesse parte do seu, já bem expressivo, acervo. Com o passar dos anos a peça se deteriorou, pois os materiais usados na época em sua confecção eram muito frágeis. Em 2008, Burns chamou o renomado restaurador e designer Tom Spina e relatou sobre a condição de deterioração da peça. Chamada de “Oscar” (nome dado ao lobo por Bob, em reconhecimento ao prêmio de Melhor Maquiagem recebido por Baker em 1981), a peça passou por meses de um intenso e delicado trabalho de restauração até voltar à sua aparência original. Hoje ela se encontra no museu particular de Bob Burns e é emprestada de tempos em tempos para eventos e outros museus.

O meticuloso trabalho do talentoso restaurador Tom Spina (esquerda) salvou a icônica peça de um dos melhores filmes de terror já produzidos.

Hoje exposto no museu particular de Bob Burns, o trabalho de Rick Baker ainda impressiona… e assusta!
Fontes: imdb.com, mubi.com, twitter.com/TheRickBaker, aintitcool.com, therpf.com, tomspinadesigns.com, aveleyman.com, bionicdisco.com, drpepper.com, theapricity.com, ocregister.com, theguardian.com, datab.us, universalmusic.com, movie-locations.com, moviemistakes.com, muppet.wikia.com, funtrivia.com, azkhan.de e elmerbernstein.com.
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Joe Belcher … Truck Driver
David Naughton … David Kessler
Griffin Dunne … Jack Goodman
David Schofield … Dart Player
Brian Glover … Chess Player
Lila Kaye … Barmaid
Rik Mayall … 2nd Chess Player
Sean Baker … 2nd Dart Player
Paddy Ryan … First Werewolf
Jenny Agutter … Nurse Alex Price
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# país: EUA / Reino Unido
# duração original: 97 min. / 92 min. (heavily cut)
# produção: PolyGram Filmed Entertainment e Lyncanthrope Films
# distribui
dora: Universal Pictures…
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UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES – Tri Áudio / 1080p – Download – 1981 Download via torrent
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