O DEMÔNIO E O DR. HICHCOCK – Legendado – Download – 1963
O ESPECTRO – 1963
LO SPETTRO (ITÁLIA) – 1963
THE GHOST – 1963
DIREÇÃO: Riccardo Freda
ROTEIRO: Oreste Biancoli, Riccardo Freda
IMDb: 6,2 https://www.imdb.com/title/tt0057522/

LEGENDADO
Postado por falcao666

Formato: MKV
Qualidade: DVDRip (432×240)
Tamanho: 288 MB
Duração: 90 min.
Legendas: Português
Áudio: Italiano
Servidor: Minhateca
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DOWNLOAD: O DEMÔNIO E O DR. HICHCOCK / O ESPECTRO

Uma mulher e seu amante matam seu marido, um médico. Logo, no entanto, coisas estranhas começam a acontecer, e eles se perguntam se realmente o mataram, ou se ele está voltando dos mortos para assombrá-los.
LO SPETTRO, 1963
(por JC)
O Dr. John Hichcock (Elio Jotta), doente há muito tempo, recebe um tratamento fatal do seu médico, Dr. Charles Livingstone (Peter Baldwin). Mas tal não acontece inocentemente. É que este, amante de Margaret (Barbara Steele), a esposa do paciente, é por ela influenciado a livrar-se do marido. Só que, depois disso, Margaret começa a sentir-se assombrada pelo fantasma do marido. Então Margaret teme que seja o amante que conspira contra ela, ou que haja algo bem mais macabro nessa assombração que os atormenta.
Análise:
Riccardo Freda, o pai do terror gótico italiano do pós-guerra, voltava a filmar em 1964 mais um filme do género, sob o seu habitual pseudónimo de Robert Hampton. Com um elenco misto de italianos (geralmente com pseudónimos anglófonos) e ingleses, pretendia-se fingir que se tratava de uma produção estrangeira, o que, segundo Freda, dava mais visibilidade aos seus filmes, mesmo em solo italiano.
Como vinha acontecendo, a estrela do filme seria novamente Barbara Steele, cujos olhos impressionantes, e rosto característico, passavam a ser sinónimo de tensão e terror no cinema italiano. E foi à sua volta que Freda, conjuntamente com o co-argumentista Oreste Biancoli (aqui assinando como Robert Davidson) construíu uma história macabra de crime, pesadelo e desafio da morte.
Tudo se passa quando o Dr. John Hichcock (Elio Jotta), paralizado há muito, se encontra a receber um tratamento muito perigoso, por ele mesmo inventado. Este é-lhe ministrado, um pouco contra vontade, pelo Dr. Charles Livingstone (Peter Baldwin) que, sem que Hichcock saiba, é amante da sua esposa, a bela Margaret (Barbara Steele). Margaret acaba por convencer Livingstone a “enganar-se” nas doses dos medicamentos, provocando a morte de Hichcock. Só que, depois disso, Margaret começa a sentir-se assombrada pelo fantasma do marido. Para piorar tudo, o dinheiro e jóias de Hichcock desaparecem, e Margaret, à beira da loucura, começa a desconfiar que Livingstone ou a criada Catherine Wood (Harriet Medin) conspiram para a enlouquecer. Tudo termina em tragédia, com várias mortes, e a descoberta de que talvez o fantasma de Hichcock seja bem real.
Num filme que vive da atmosfera gótica da mansão onde toda a acção decorre, os seus pontos fortes são sem dúvida a interpretação de Barbara Steele, e a sua capacidade de nos fazer assustar quando a sua personagem se assusta, ou de nos perturbar quando ela enlouquece. Com uma fotografia feita de muita sombra (por vezes como se fosse usada uma íris para destacar apenas uma porção do ecrã), Freda consegue que a atmosfera nunca se perca, e que a casa pareça sempre uma fonte de ameaça.
Como pontos fracos destaca-se o argumento, quase inexistente em grande parte do filme, que começa com uma enorme lentidão, para um final agitado que nos traz uma longa e inusitada exposição. O design está também longe da simplicidade poética dos filmes anteriores de Freda, aqui demasiado cheio e confuso, talvez fruto da experimentação de Freda com o Technicolor. Ainda assim destaca-se a capacidade de Freda em fazer muito com poucos meios, tendo ficado para a posteridade alguns momentos, como aquele em que Margaret assassina barbaramente o amante com uma navalha da barba, com Freda a fazer com que o sangue pareça escorrer no próprio ecrã.
O facto de tanto neste filme, como no anterior de Freda, “L’orribile segreto del Dr. Hichcock” (1962) o personagem masculino se chamar Dr. Hichcock, e em ambos os casos lidar com drogas perigosas, tem feito muitas pessoas considerar que os dois filmes foram uma espécie de díptico. Embora ambos lidem com mortes e assombrações, as histórias são em certo sentido opostas, já que na primeira a personagem de Barbara Steele é uma vítima inocente, e na segunda, a catalizadora da tragédia com os seus actos criminosos, e a culpa que nunca mais deixa de sentir. Falta também a “Lo Spettro” a inovação e provocação temática que o seu precedente apresentara com o tema da necrofilia.
O filme foi um sucesso nos Estados Unidos, apesar de passar despercebido na Itália.
FONTE: https://ajanelaencantada.wordpress.com/2016/05/16/lo-spettro-1963/



Barbara Steele … Margaret Hichcock
Peter Baldwin … Dr. Charles Livingstone
Elio Jotta … Dr. John Hichcock
Harriet Medin … Catherine Wood, Housekeeper
Carol Bennet … Woman
Carlo Kechler … Police Superintendent
Umberto Raho … Canon Owens
Reginald Price Anderson … Albert Fisher


Categoria: Horror
Direção: Riccardo Freda (as Robert Hampton)
Roteiro: Oreste Biancoli e Riccardo Freda
Ano: 1963
País: Itália
Cor: Colorido


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