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O CORSÁRIO SEM PÁTriA / LAFITTE, O CORSÁRIO – Dual Áudio / 1080p – Download – 1958


“THE BUCCANEER” – 1958
EUA
AVENTURA – DRAMA – HISTÓRICO
DIREÇÃO: Anthony Quinn
ROTEIRO: Harold Lamb (roteiro de 1938), Jesse Lasky Jr. (como Jesse L. Lasky Jr.), Jeanie Macpherson (adaptação), Edwin Justus Mayer (roteiro de 1938), Bernice Mosk (como Berenice Mosk), Lyle Saxon (romance), C. Gardner Sullivan (roteiro de 1938)
IMDb: 6,5 – http://www.imdb.com/title/tt0051436/

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AGORA TAMBÉM DISPONÍVEL EM TORRENT.

POSTAGEM PUBLICADA ORIGINALMENTE EM 21/04/2015.

LINKS ATUALIZADOS.

RMZ – DUAL ÁUDIO – DUBLAGEM TELECINE – BR-RIP FULL HD + VERSÃO REDUZIDA + TRILHA SONORA

Postado por Don Costa & Johnahex

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VERSÃO MAIOR

Formato: MKV
Qualidade:
Vídeo: BR-rip – 1080p (1920*1080) 16:9, AVC, 23976 fps, 8299 Kbps.
Áudio:
Português – 48,0 KHz, A_AC3, 16 bits, 2 canais, 384 kbps.
Inglês – 48,0 KHz, DTS, 24 bits, 1 canal, 768 kbps.
Tamanho: 7,97 GB
Duração: 120 min.
Legendas:
Português automático (na apresentação inicial do produtor);
Português completo;
Inglês – selecionáveis
Áudio:
Português (Telecine)
Inglês.
Servidores: Google Drive, Uloz.to e Torrent (dividido em 17 partes-RAR – Links intercambiáveis) e Torrent (Parte única)

VERSÃO REDUZIDA

Formato: MKV
Qualidade:
Vídeo: BR-rip – 1080p (1920*1080) 16:9, AVC, 23976 fps, 1500 Kbps.
Áudio:
Português – 48,0 KHz, A_AC3, 16 bits, 2 canais, 384 kbps.
Inglês – 48,0 KHz, DTS, 24 bits, 1 canal, 768 kbps.
Tamanho: 2,23 GB
Duração: 120 min.
Legendas:
Português automático (na apresentação inicial do produtor);
Português completo;
Inglês – selecionáveis
Áudio:
Português (Telecine)
Inglês.
Servidores: Google Drive, Uloz.to e Torrent (dividido em 05 partes-RAR – Links intercambiáveis) e Torrent (Parte única)
Créditos do áudio dublado: Johnahex
Créditos da remasterização: Don Costa

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VERSÃO MAIOR – PARTE ÚNICA

TORRENT: O CORSÁRIO SEM PÁTRIA / LAFITTE, O CORSÁRIO (DUAL ÁUDIO/1080P) – 1958 

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VERSÃO MAIOR – PASTA COM OS ARQUIVOS

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VERSÃO REDUZIDA – PARTE ÚNICA

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VERSÃO REDUZIDA – PASTA COM OS ARQUIVOS

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TRILHA SONORA (FLAC) (412MB)

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SENHA PARA TUDO:
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EM CASO DE ARQUIVO CORROMPIDO

Os arquivos foram criados com dados para recuperação embutidos nos mesmos, para poderem ser recuperados em caso de erros durante o download. Esse sistema de recuperação repara pequenos erros em arquivos corrompidos, deixando-os em condições de serem descompactados.
Para executar essa recuperação faça o seguinte:
Abra somente a parte corrompida no winrar. Digamos que seja, por exemplo, a parte 02 do arquivo menor.
Clique na aba “Ferramentas” e depois em “Recuperar arquivos”.
Selecione o local para salvar o arquivo e clique em “Ok”.
Aguarde o final do processo. O programa criará um arquivo recuperado com um nome semelhante à esse: “fixed.OCsPLoC1958BR1080FHDDÁRMZDC&JVR.part2.rar”.
Exclua a parte 02 original com problemas, renomeie esse arquivo recuperado para “OCsPLoC1958BR1080FHDDÁRMZDC&JVR.part2.rar” e coloque-o na mesma pasta com as demais partes.
Descompacte normalmente. Geralmente essa ação resolve o problema.
Quando tiver algum problema com arquivos compactados no futuro, tente recuperá-los dessa forma. Lembrando que esse método de correção só funciona se o arqui
vo for criado com
esses dados de recuperação embutidos e se os problemas com os arquivos forem pequenos.

Caso o problema persista, faça novamente o download dessa parte, evitando utilizar a internet para qualquer outra coisa durante o download. Se mesmo assim o erro persistir, avise-nos que eu upo a parte que apresentou erros novamente.

 

TORRENT (POR DON COSTA)

Estamos recebendo muitas solicitações para que os arquivos publicados no Tela de Cinema passem a ser compartilhados por torrent. Mas o torrent possui dois problemas básicos que o torna pouco atraente no Brasil. O primeiro problema é a cultura pouco solidária do brasileiro. Já tive várias experiência em que enviei centenas de gigabytes de arquivos via torrent que nunca se mantiveram ativos, pois eu era o único que semeava. Todos pegavam o que queriam e deletavam o torrent sem fazer a sua parte. Hoje, com exceção dos filmes e seriados novos, acontece a mesma coisa. É muito difícil você ver filmes antigos com torrents saudáveis. Quase sempre não tem mais ninguém semeando. O segundo problema é técnico. Para que o torrent seja disponibilizado a uma velocidade viável, é necessário que o colaborador tenha uma internet de, pelo menos, uns 10MB, garantindo uma velocidade de upload de, pelo menos 1,2mbps. Leve em consideração que, inicialmente, somente ele estará semeando e muitos marujos estarão baixando ao mesmo tempo. Então estes 1,2mbps que o colaborador disponibilizar estará sendo dividido pela quantidade de marujos baixando naquele momento. Se dez pessoas estiverem baixando o arquivo, cada uma estará fazendo o download a uma velocidade máxima de 120kbps. A velocidade vai aumentando conforme estes mesmos dez marujos forem, também, upando o que baixaram, e diminuindo se mais marujos também começarem a baixar. Eu já tive postagens que tiveram centenas de downloads em um único dia. Neste caso, a velocidade inicial de cada um, se eu tivesse uma internet de 10MB, seria de, no máximo, 12,5kbps – pouco superior a uma conexão discada.
Também levem em conta que, no caso dos torrents, o arquivo não fica hospedado em um servidor externo, mas sim dentro do computador do próprio colaborador. O torrent é somente uma ferramenta que faz a ligação entre o computador de quem compartilha com o computador de quem baixa. Portanto, ele fica limitado, não só pela velocidade de conexão disponibilizada pelo colaborador, mas também pela sua disponibilidade em deixar o computador ligado, conectado e com boa parte de sua internet focada apenas na distribuição do arquivo. E, quanto mais arquivos o colaborador disponibilizar desta forma, maior será o consumo de sua internet e equipamento.
Neste momento, como tenho um equipamento para uso exclusivo do Tela de Cinema e estou com uma boa internet de 100 Megas, comecei a disponibilizar esta opção em várias postagens em que disponibilizo servidores adicionais para ajudar àqueles marujos que estão enfrentado dificuldades em realizar os downloads nos servidores comuns. Mas não poderei ficar com os arquivos em minha máquina indefinidamente. Assim, semearei cada postagem durante um mês, ou quando completar o equivalente a 20 vezes o tamanho do arquivo. Depois disso, a sobrevida dos torrents vai depender de quem baixou os arquivos. Se todos cooperarem enviando pelo menos o dobro de Megabytes que baixou, o torrent nunca ficará sem semeadores.

Abraços.

 

AMOSTRA DE DUBLAGEM

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1812, durante a luta contra a invasão inglesa, o General americano Andrew Jackson conta com um punhado de caçadores e homens destreinados para defender a cidade de New Orleans, quando é informado que a frota britânica está chegando, com 60 navios e milhares de homens para tomarem a cidade. Diante disso, uma ilha perto da cidade se torna estrategicamente importante para os dois exércitos, porém ela é habitada por Jean Lafitte, o mais impiedoso e temido corsário dos mares. Embora nunca tenha atacado um navio americano, o governador da cidade o detesta, pois Lafitte vende suas mercadorias sem pagar impostos e por isso, é adorado pelos cidadãos. Mas, quando o grande combate se aproxima, Lafitte se vê preso entre os dois exércitos. Seu coração pertence aos Estados Unidos, mas seus homens querem lutar ao lado dos ingleses.

IMAGENS DO FILME

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Yul Brynner … Jean Lafitte
Claire Bloom … Bonnie Brown
Charles Boyer … Dominique You
Inger Stevens … Annette Claiborne
Henry Hull … Ezra Peavey
E.G. Marshall … Gov. William Claiborne
Charlton Heston … Gen. Andrew Jackson
Lorne Greene … Mercier
Ted de Corsia … Capt. Rumbo

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INFORMAÇÕES DO ARQUIVO

Foram gerados dois arquivos para esta postagem. Um maior com 7,97 Gb e outro menor com 2,23 Gb. Ambos têm dois áudios e a única diferença entre eles é a bitragem de vídeo. As qualidades das imagens são muito parecidas, porém as diferenças ficam evidentes quando assistidas lado a lado em uma tv de alta definição. Para quem tem equipamentos de ponta, recomendo que baixe o arquivo maior. O filme é um Full HD (1080p) inclusive na introdução de aproximadamente 2 minutos, apesar do formato de tela diferente, onde o produtor fala um pouco sobre o filme. Este trecho também não está dublado e as legendas entrarão automaticamente. Também envio a trilha sonora do filme. Essa trilha sonora está no formato “flac”, que possui uma compressão menor e um tamanho bem maior que a do formato “mp3”. Em compensação, tem uma qualidade bem maior, pois não sofre perdas na compressão. Esse formato abre normalmente com players como o VLC. Essa trilha sonora é a edição limitada (1000 cds), remasterizada e relançada em 2014 com várias faixas bônus.

ImageTrilha sonora remasterizada e com faixas bônus.

 NOTA

O filme possui uma peculiaridade. Apesar do título original ser “The Buccaneer” (O Bucaneiro), o protagonista se apresenta como “privateer” (corsário), embora o filme seja livremente baseado no romance de Lyle Saxon “Lafitte the Pirate” (Lafitte o Pirata). Os próprios títulos em português, que são três ao todo, colaboram para aumentar a confusão: “O Corsário Sem Pátria”, “Corsário Sem Pátria” e “Lafitte, O Corsário”. Mas não há nenhum erro neste caso. Jean Lafitte, assim como outros famosos piratas como Edward Teach (o Barba Negra) foi, realmente, as três coisas ao longo da vida.

ImageBucaneiro, corsário e pirata. Os três termos são, corretamente,atribuídos à Jean Lafitte.

ImageEm um diálogo no início do filme, Lafitte é chamado de pirata pelo governador, ao qual retruca: “_Senhor, pirata não! Corsário!”

Aqui cabe uma explanação para esclarecer os termos:

Pirata: Um pirata é um criminoso que, de forma autônoma ou organizado em grupos, lança-se ao mar com o objetivo de promover saques e pilhagens à navios e à cidades para obter riquezas e poder. Eles navegavam nas rotas comerciais atacando estes navios, capturando tudo o que tivesse valor (desde metais e pedras preciosas à bens) e fazendo reféns para extorquir resgates. Normalmente esses reféns eram as pessoas mais importantes e ricas para que, assim, o valor do pedido de resgate pudesse ser mais elevado.

A época dourada da pirataria, ocorreu principalmente entre os séculos XVI e XVIII. O primeiro a usar o termo pirata para descrever aqueles que pilhavam os navios e cidades costeiras foi Homero, na Grécia antiga, na sua Odisseia. Os piratas ainda existem, mas, devido ao enorme aparelhamento naval das nações atualmente, eles ficaram restritos à poucas áreas costeiras, geralmente em países onde a administração pública vive um momento caótico, e praticam sequestros de turistas e roubos à pequenas embarcações.

ImageA pirataria não era uma atividade exclusivamente masculina.  A irlandesa Anne Bonny (1700 – 1782) era uma das mais violentas piratas de sua época.

ImageHoje a pirataria está restrita ao litoral de alguns países com administração caótica, como no caso dos sequestradores somalis (acima) em 2011.

Corsário: Um corso, ou corsário, era alguém que, por missão ou carta de corso (ou “de marca”) de um governo, era autorizado a pilhar navios de outra nação (guerra de corso), aproveitando o fato de as transações comerciais basearem-se, na época, na transferência material das riquezas, já que não existia um sistema bancário para isso. Os corsos eram usados como um meio fácil e barato para enfraquecer o inimigo ao perturbar as suas
rotas marítimas. Com os corsos, os países podiam atacar os seus inimigos sem arcar os custos relacionados com a manutenção e construção naval.

Teoricamente, um pirata com uma carta de marca poderia ser considerado como corsário, reconhecido como tal pela lei internacional. Sempre que um navio corso fosse capturado, este tinha de ser levado a um Tribunal Almirantado onde tentava provar que era um verdadeiro corso. Contudo, era comum os corsos serem capturados e executados como piratas pelas nações inimigas. Grande parte das vezes os piratas, quando apanhados pela suposta vítima, tentavam usar uma carta de corso ilegal.

Frequentemente, no seu país de origem, os corsos eram considerados autênticos heróis, tal como Sir Francis Drake, que, graças aos fabulosos tesouros que arrecadou para a Inglaterra, foi tornado Cavaleiro pela rainha Isabel I.

ImageO corsário Sir Francis Drake (1540-1596) é considerado um herói nacional na Inglaterra, a ponto de ter selos comemorativos.

Bucaneiro: Esse termo já é um pouco menos específico. Bucaneiro é a forma como eram chamados os piratas franceses que aportaram na região da ilha de Hispaniola, atual Haiti, por volta de 1600. O nome vem do termo francês bucan, que designava a grelha com a qual defumavam carne. Esses piratas logo se apossaram da então colônia espanhola e criaram suas próprias regras, sem obedecer a ninguém – o que acabou atraindo gente de todo tipo para a região, incluindo ex-presidiários, escravos fugitivos e perseguidos da Inquisição Católica.

Os bucaneiros foram expulsos em 1620, quando a Espanha resolveu dar um basta no que já estava se transformando em uma verdadeira terra de ninguém. Os piratas franceses escolheram então a ilha de Tortuga como novo destino. Lá, continuaram a praticar a pirataria, tendo as embarcações espanholas como alvo predileto. Toda a região das Antilhas ficou famosa pela violência bucaneira.

Em meados do século XVII, a palavra bucaneiro aplicou-se, também, à maioria dos piratas e corsos que eram originários de bases no continente americano, que, durante os séculos XVI e XVII, pilhavam principalmente o comércio espanhol com as suas colônias americanas. Mais tarde os bucaneiros usaram a Jamaica para base das suas operações, e capturaram o Panamá em 1671. O termo bucaneiro também se aplica às embarcações utilizadas pelos piratas e corsários da região e da época. Eram, em geral, embarcações de pequeno porte, possuindo esse nome por serem um derivativo de “navio bucaneiro”. Em função disso, é muito comum encontrar em textos, canções e folclore produzidos nos séculos XVI, XVII e XVIII o termo bucaneiro referindo-se ao navio e não ao pirata.

ImageO inglês Edward Teach (1680-1718) foi um dos mais famosos bucaneiros. Sob a alcunha de Barba Negra, aterrorizou a região do caribe (mapa acima) e toda a costa leste americana por quatro anos até ser capturado e decapitado.

Em resumo: Pirata – qualquer criminoso naval que ataque embarcações e cidades costeiras (ainda existem); Corsário – Um pirata atuando a serviço de uma nação (extinto); Bucaneiro – Um pirata ou corsário cuja origem ou base seja no continente americano, principalmente na América central (extinto).

Jean Lafitte foi um pirata que, em determinado momento da vida, esteve à serviço dos Estados Unidos (corsário) e teve como porto-base a ilha de Barataria em Lousiana – EUA (bucaneiro).

JEAN LAFITTE

Jean Lafitte (nascido por volta de 1776, morto em 1823) é lembrado hoje como um dos mais bem sucedidos piratas e corsários do início do século 19. Durante sua vida ele reuniu grande fama e muitas pessoas pensam nele como um herói (que lutou pela independência da economia dos Estados Unidos) ou como um famoso pirata. Operando nas águas do Golfo do México, ele conseguiu organizar uma frota pirata de contrabando com a finalidade de realizar o comércio livre e não tributado com a cidade de Nova Orleans. Devido à isso, Lafitte foi considerado como um grande herói pelas pessoas que viviam nessa área, e um criminoso pelas autoridades norte-americanas.

Muito pouco se sabe sobre sua juventude. Muitos relatórios históricos afirmam que ele nasceu entre 1770-1776 em lugares muito diferentes, de Bordeaux, na França, à territórios franceses de Saint-Domingue (localizadas no atual Tahiti).

Lafitte começou a atuar depois de 1804, quando Louisiana tornou-se parte de um território dos Estados Unidos, e depois que o governo começou a executar o famoso ato do embargo de 1807, que declarou que os navios comerciais norte-americanos não podiam visitar quaisquer portos estrangeiros sem autorização direta do presidente. Esta lei, uma retaliação política à ingleses e franceses que causou grandes prejuízos ao comércio americano, abriu o caminho para que os contrabandistas começassem a contrabande
ar mercadorias ilegais para os portos de Louisiana, e Lafitte conseguiu explorar essa situação para ganho próprio. Ele e seus irmãos conseguiram estabelecer um porto ilegal na ilha pouco povoada da Barataria, na baía de mesmo nome.

Com boa posição comercial, e boa distância da mais próxima base militar naval dos EUA, esta ilha se tornou um paraíso para contrabandistas e corsários do início do século 19. Em 1810, a chegada constante de mercadorias contrabandeadas e transferência constante de dinheiro e objetos de valor contribuiu para a ascensão do porto em Barataria. Muitas novas instalações foram erguidas, e Lafitte passava boa parte do seu tempo administrando a ilha, gerindo os negócios diários, cuidando do armamento corsário e processando a transferência de bens roubados.

Após o início da guerra anglo-americana, Lafitte foi convocado para ajudar na defesa de Nova Orleans contra as forças britânicas. Segundo alguns relatos, ele trouxe 3.000 homens à “Batalha de New Orleans”, mas outras fontes afirmam que ele levou muito menos soldados do que isso. Porém ele conseguiu fornecer ajuda crucial para o exército dos EUA, usando seus canhões de artilharia naval.

Nos anos subsequentes à guerra, Lafitte ainda representava uma grande ameaça para a economia dos EUA, e o governador de Louisiana, William CC Claiborne colocou um preço de US$ 500 pela cabeça de Jean Lafitte. Em resposta, Lafitte também colocou uma recompensa pela cabeça do Governador (relatórios dizem que ou era de US$ 1.500 ou US$ 5.000), mas ninguém conseguiu coletar essa recompensa.

Depois de 1817 Lafitte foi forçado a fugir de Barataria, estabelecendo uma nova base de operações em Galveston, Texas. Embora fosse expulso de lá cinco anos mais tarde, ele continuou com sua vida de pirataria até sua morte, em 1823, perto das águas de Honduras. Durante a luta com dois navios comerciais espanhóis, Lafitte veio a descobrir que eles eram, na verdade, dois navios corsários fortemente armados, à serviço da armada espanhola, que conseguiram infligir um ataque substancial contra as forças do pirata. Durante essa batalha, Lafitte foi ferido e morreu no dia seguinte, ao amanhecer de 05 de fevereiro. Ele foi sepultado no mar no Golfo em Honduras.

Não existe nenhuma imagem real confirmada de Lafitte. As duas imagens mais próximas de exibir sua verdadeira face são um desenho feito anos após sua morte, baseado nas descrições de pessoas que o conheceram, e uma pintura anônima do início do século 19, guardada na Biblioteca Rosenberg, em Galveston, Texas.

ImageUm retrato feito logo após sua morte (esquerda) e uma pintura anônima (direita) são o mais próximo que temos de uma visão real da face de Jean Lafitte.

DADOS HISTÓRICOS

Em 1814, após dois anos de guerra contínua, o major-general americano Andrew Jackson está tendo dificuldades para encontrar homens, armas, navios e suprimentos para defender Nova Orleans de uma iminente invasão britânica – que podem superam seus 1.500 soldados na proporção de 10 para 1 – quando ele encontra o pirata Jean Lafitte e seu irmão, Pierre, na esquina de uma rua de Nova Orleans no início de dezembro.

Desde agosto, quando pela primeira vez foi procurado pelos britânicos para juntar os seus esforços contra os Estados Unidos, Lafitte tenta obter uma oferta semelhante, inicialmente entre os políticos da Louisiana e, em seguida, com as autoridades federais dos Estados Unidos. Depois de anos contrabandeando em Nova Orleans produtos sem pagar tributos, mercadoria principalmente tomada de navios espanhóis capturados por Lafitte e seus companheiros corsários, o chamado “pirata” quer limpar seu nome, ajudar Jackson e os Estados Unidos e – talvez mais do que tudo – libertar cerca de 80 de seus homens da cadeia.

Eles foram capturados quando a Marinha dos EUA atacou seu esconderijo em Grand Terre Island na baía Barataria, a cerca de 40 km ao sudoeste de Nova Orleans, em setembro. Os piratas detidos incluíam Dominique Yu (ou You, ou ainda Youx), um capitão pirata que pode ser o irmão mais velho de Lafitte (historiadores discordam sobre o tema) e também pode ter sido um canhoneiro especialista do grande exército de Napoleão. Isso mostra o quanto se sabe pouco, com certeza, sobre Lafitte. Ele pode, inclusive, nunca ter sido um pirata (alguns poucos historiadores contestam os relatos e documentos da época), mas ele é, certamente, um contrabandista de produtos livres de taxas. E o novo estado da Louisiana (entrou para a federação em 1812), bem como o governo federal, está procurando uma forma de colocar Lafitte fora do negócio depois de recolher os impostos devidos à eles.

Quando foi abordado por Lafitte pela primeira vez, através de procuração por Edward Livingston, um proeminente membro da sociedade de Nova Orleans que também passou a ser secretário e conselheiro particular de Jackson, o general recusou-se a aceitar a ajuda de “bandidos desgraçados” (Jackson também os chamou de “bandidos infernais”). Mas o surpreendentemente gentil e articulado Lafitte (ele falava Inglês, espanhol, francês e italiano) levou sua oferta novamente, e desta vez pessoalmente, para Jackson em sua sede na Royal Street. Lafitte explicou que ele poderia fornecer pólvora, espoletas, mosquetes e canhões – que Jackson necessitava desesperadamente -, bem como grupos de artilheiros e canhoneiros experientes, tanto em batalhas marítimas, quanto terrestres. Jackson cedeu. Os piratas presos foram libertados e perdoados – se alistaram na força de defesa – e Jackson fez de Lafitte um membro de sua equipe pessoal.

Jackson fecha seu acordo com Lafitte bem na hora. Em 12 de dezembro, a frota de invasão britânica estava se aproximando do Lago Borgne (ver mapa abaixo) a apenas 30 milhas à leste de Nova Orleans.

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E é justamente este trecho da história que é relatada no filme.

INFORMAÇÕES SOBRE O FILME

O filme contém fatos históricos, mas é livremente baseado no romance de Lyle Saxon, o que permitiu que fossem alterados alguns fatos considerados muito polêmicos para o público conservador da década de 1950. Por exemplo, Lafitte teve realmente um caso com uma senhora Claiborne, mas era a esposa do Governador – Suzette Claiborne, então com 18 anos – e não a sua filha que, na época, tinha somente dois anos. Um motivo a mais para o governador querer a cabeça do corsário.

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Um dos mais jovens congressistas da história americana, William CC Claiborne (1772/75 – 1817) tinha entre 39 e 42 anos na época dos eventos mostrados no filme.

Esse foi o último filme de Cecil B. DeMille. Ele estava gravemente doente, e teve que passar a direção do filme para seu genro, o ator Anthony Quinn. DeMille supervisionou a produção do filme e aparece no prólogo, mas estava insatisfeito com os esforços de Quinn como diretor, bem como o trabalho do velho amigo Henry Wilcoxon como produtor, e tentou mudar e melhorar o filme durante e após a produção. A edição final do filme foi feita por DeMille que morreu em janeiro de 1959, apenas um mês após o seu lançamento. A edição de Anthony Quinn chegou a ser mostrada em uma audição para poucas pessoas da produção. Depois disso jamais foi exibida novamente.

ImageInspecionando o cenário (no alto à esquerda), orientando os atores (no alto à direita), confabulando com o produtor (acima à esquerda) ou verificando o ângulo (acima à direita). Raras imagens de Anthony Quinn em seu primeiro e único filme como diretor.

ImageEsta é a última imagem de Cecil B. DeMille vivo. O produtor e diretor veio a falecer apenas um mês após o lançamento do filme.

Houve um “Dominic Yu” no bando de piratas de Lafitte, mas a pesquisa moderna sugere que “Yu” era, na verdade, um pseudônimo para Alexandre Lafitte, irmão mais velho de Jean, com quem aprendeu o ofício de corsário.

Em sua autobiografia oficial lançada em 1995 “Na Arena” (In the Arena: An Autobiography), Charlton Heston afirmou que se arrependeu de ter caracterizado um personagem muito mais velho do que o real Andrew Jackson era durante a guerra de 1812. A opção por tê-lo caracterizado desta forma foi devido ao fato de que a imagem mais conhecida de Jackson é a da época em que ele governou os Estados Unidos, quase vinte anos depois – imagem esta que estampa, inclusive, as notas de vinte dólares -, e o ator e produtores queriam aproveitar essa imagem marcante na memória dos americanos.

ImageAndrew Jackson tinha apenas 46 anos na época dos eventos mostrados no filme (no alto à esquerda), mas a caracterização de Charlton Heston (no alto à direita) preferiu utilizar a sua imagem mais conhecida, como a do sexagenário presidente presente nas notas de vinte dólares.

Apesar dos relatos e documentos da época, e da comprovação da ajuda dada por Lafitte aos Estados Unidos durante a batalha de Nova Orleans, não há nenhuma evidência histórica que comprove que Lafitte realmente estava pessoalmente presente nela.

No prólogo de Cecil B. DeMille, ele deixa de mencionar a grande ironia da Batalha de Nova Orleans: no momento em que foi travada, um tratado para acabar com a guerra de 1812 já havia sido assinado em Londres. Mas a notícia da assinatura não chegou à Nova Orleans até várias semanas depois. Centenas de mortes poderiam ter sido evitadas se as informações tivessem chegado à tempo.

Charlton Heston já havia interpretado Andrew Jackson anteriormente em “The President’s Lady” (O Destino me Persegue) de 1953. O filme conta a história do seu relacionamento e casamento com Rachel Donelson Robards, e de todas as dificuldades enfrentadas pelo casal, já que Rachel não era aceita pela sociedade da época devido ao seu conturbado divórcio do casamento anterior.

ImageCinco anos após “O Destino me Persegue” (acima), Charlton Heston volta a interpretar o mesmo presidente americano.

Anthony Quinn interpreta o papel de Beluche no filme “The Buccaneer” (Lafitte, O Corsário) de 1938, dirigido e produzido por seu sogro Cecil B. DeMille. Já neste remake, ele foi o diretor e DeMille o produtor.

ImageAnthony Quinn (em destaque) atuando na primeira versão de “The Buccaneer” em 1938.

O roteiro original de Cecil B. DeMille desenvolvia a história como um musical, mas foi alterado quando Yul Brynner, insatisfeito com o tratamento do material, ameaçou sair do filme.

Este foi o último filme da atriz Julia Faye. Atriz com inúmeros filmes na carreira, ela trabalhou em vários filmes de sucesso mundial, como “O maior Espetáculo da Terra” (1952), Vendaval de Paixões (1942) e as duas versões de “Os Dez Mandamentos” (1923 e 1956).

ImageJulia Faye em seu último papel no cinema.

Ao contrário do que muitos acreditam, o ator Yul Brynner não era naturalmente careca. Ele raspou o cabelo para interpretar o personagem principal em “O Rei e Eu” (1956) e gostou muito do impacto visual gerado pela sua nova imagem. Resolveu, então, adotar o novo visual como sua marca registrada, colocando-o em uma posição de destaque. Mesmo nos filmes em que aparece com cabelo, este trata-se, na verdade, de uma peruca. Inclusive em “The Buccaneer”. O único filme em que o ator aparece com seu cabelo natural é, justamente, o filme de estréia “Port of New York” (Porto de Nova Yorque) de 1949, em que interpreta o personagem Paul Vicola. Mas havia um outro motivo para Brynner adotar esse visual. O ator disse, também, que não queria ver seu envelhecimento através dos seus cabelos brancos.

ImageUm jovem e cabeludo Yul Brynner ao desembarcar nos Estados Unidos (foto de passaporte no alto à esquerda), no único filme em que aparece com os cabelos naturais (no alto ao centro), em uma das poucas séries de tv que fez ainda ostentando as madeixas (no alto à direita) e fazendo a manutenção do visual que o marcou para sempre no cinema (acima).

Fontes: imdb.com, nmm.ac.uk, indrakeswake.co.uk, examiner.com, dos.myflorida.com, operarex.highwire.com, zwallpix.com, famous-pirates.com, 4gwar.wordpress.com, danstopicals.com, mysteryfile.com e segurosdedecesosdlp.com.

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O CORSÁRIO SEM PÁTriA / LAFITTE, O CORSÁRIO – Dual Áudio / 1080p – Download – 1958 Download via torrent


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Atualizado em: 12 de março de 2021 as 09:16

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