MAZZAROPI, UMA PISTOLA PARA D’JECA (HDTV/1080P/NACIONAL) – 1969
UMA PISTOLA PARA D’JECA – 1969
BRASIL
COMÉDIA
DIREÇÃO: Ary Fernandes
ROTEIRO: Ary Fernandes, Amácio Mazzaropi
IMDb: 7,1 https://www.imdb.com/title/tt0236817/

RMZ HDTV REMASTERIZADO INÉDITO EXCLUSIVO RARÍSSIMO
PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD – AC3 5.1ch Mod – NACIONAL
Postado por Mandrake

Formato: MKV
Qualidade: HDTV 1080p (1920×1080) 16:9
Tamanho: 4.51 GB
Duração: 1 h 42 min
Legenda: S/L
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva AC3 5.1ch Mod
Menu: Português BR 1 Capítulo (Small)
Crédito RMZ, Edição, Áudio Modificado: Mandrake
Servidor: Mega 1 – GDrive 1 – GDrive 2 – Mega 2 (Parte Única) Compactada Winrar
RMZ Encoder Uploader: Mandrake
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Continuando com este Mito e Gênio da Comédia o próximo Filme, é este Inesquecível Clássico do Cinema Nacional que desembarca no Tela de Cinema. É hora de “Amácio Mazzaropi” em um de seus maiores sucesso “Beto Ronca Ferro”. Nossa história começa retratando Gumercindo (Amácio Mazzaropi) que trabalha em uma fazenda e tem uma linda filha chamada “Eulália”. Esta é seduzida por Luiz, filho do fazendeiro e Coronel “Arnaldo”, que a engravida. Nove anos depois, a criança com o nome de “Paulinho” é alvo de fofocas dos colegas por não ter pai. “Gumercindo” pressiona seu patrão, Cel. Arnaldo, para que exija o casamento de Luiz com Eulália, afim de resolver o problema do neto. Mas o fazendeiro é um homem sem escrúpulos, ladrão de gado e expulsa Gumercindo de suas terras. Este, então, une-se a fazendeiros vizinhos para o ajuste de contas. Luiz, prestes a casar-se com a filha do Cel. Bezerra, é assassinado, recaindo as suspeitas sobre Eulália. Gravado em “HDTV” de altíssima qualidade, este é mais um grande Sucesso do Cinema Nacional, que você encontra aqui com exclusividade unica, pela Primeira vez em “Full HD” no Tela de Cinema. Vale apena conferir.

Sobre Projeto deste Filme, também colorido e totalmente Restaurado e Remasterizado, apresenta uma das melhores Imagens muito boa e de excelente definição já Remasterizada. Efetuei alguns ajustes essenciais no HDR, não sendo necessário Completa “Restauração ou Remasterização”. Efetuei ajustes na imagens, suavizei mais a cor e eliminei os excessos, apliquei mais Contraste Dinâmico, melhorei mais a luz intensa de fundo e ajustei o Gama, a profundidade de Campo e o Foco. Já o resto fica por conta da minha “RTX 2070” e do meu Editor “Davince Resolve Pro”. Encode” criado em tamanho Único. O áudio apresenta uma boa qualidade, apenas editei retirei e reduzi o máximo de chiado possível, estalos, normalizei o volume, apliquei mais graves e agudos. E por fim criei o Áudio Dolby (AC3) 5.1ch Mod final. Este pronto mais um Projeto. Vamos começar logo abaixo, com a “Descrição Completa do Filme”, Info e Media Info do Filme, logo após “Previews”, Trailer Personalizado, na sequência, Descrição do Filme, Link’s , Lista de Servidores, Críticas, Curiosidades, Screenshots, Premiações, Elenco Completo, Ficha Técnica Completa, etc.
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▂ ▃ ▄ ▅ ▆ ▇LEIA A DESCRIÇÃO DO FILME▇ ▆ ▅ ▄ ▃ ▂
É MAIS UM GRANDE CLÁSSICO DO NOSSO CONSAGRADO ATOR “AMÁCIO MAZZAROPI” – UM VERDADEIRO MITO E GÊNIO DA COMÉDIA NACIONAL, QUE TANTO NOS ENCANTOU, FEZ GRANDE SUCESSO E NOS DEIXOU GRANDE SAUDADE… DO DIRETOR, “Ary Fernandes” COM O ROTEIRO PRÓPRIO DE “Ary Fernandes e Amácio Mazzaropi” JUNTO A GRANDE ELENCO… PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD NO TELA DE CINEMA… ESTE GRANDE CLÁSSICO, É MAIS UMA “VERSÃO INÉDITA, RARÍSSIMA E EXCLUSIVA” GRAVADO EM HDTV DE ALTÍSSIMA QUALIDADE DE IMAGEM E ÁUDIO. É MAIS UM GRANDE SUCESSO DESTE ÍCONE DO CINEMA NACIONAL, QUE VOCÊ ENCONTRA JUNTO AO MEU PROJETO EXCLUSIVO SOMENTE AQUI NO “TELA DE CINEMA” COM ESTA QUALIDADE DE SEMPRE. RECOMENDO!!! BOM FILME A TODOS!!! ABS… MANDRAKE
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Ele foi o primeiro humorista da TV brasileira e o primeiro brasileiro a fazer sucesso no cinema, mesmo em uma época de difícil acesso a tecnologias. O jeca mais querido do Brasil, Mazzaropi, deixou-nos há 37 anos. Porém, confortados pelo legado e pela obra imortalizada, que em 30 anos de produções cinematográficas, leva mais de 200 milhões de brasileiros aos cinemas, numa época que no Brasil as salas de cinema estavam restritas às grandes cidades.
No dia 19 de junho, dia do cinema brasileiro, recorda-se uma história peculiar e vitoriosa de um brasileiro visionário, que soube aproveitar oportunidades, não teve medo de arriscar e que pode ser facilmente relembrada em uma propriedade privada na cidade de Taubaté (SP).
Em 1946, convidado por Dermival Costa Lima, da Rádio Tupi, Mazzaropi estreou o programa dominical Rancho Alegre, encenado ao vivo no auditório da emissora no bairro do Sumaré e dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Em 1950, este mesmo programa estreou na TV Tupi, mas agora contava com a coadjuvação dos atores João Restiffe e Geny Prado. De acordo com a assessoria de imprensa do Museu Mazzaropi, este foi o primeiro programa humorístico da televisão brasileira. “Quando inaugurou a TV Tupi no Brasil, ele foi o primeiro humorista da TV, levando o mesmo programa que ele tinha na rádio, e só aos 40 anos ele vai começar no cinema, na Vera Cruz, que era a Hollywood brasileira da época. Ele faz três filmes por lá, Sai da Frente, Nadando em Dinheiro e Candinho” com participações de “Geny Prado”.

Desde muito cedo, o pequeno Amácio passou longas temporadas no município de Tremembé (SP), na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entraram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi. Filho de Bernardo Mazzaropi, um imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade, sua família mudou-se para Taubaté (SP).
Em 1919, sua família volta à capital paulista e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922, morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a frequentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaropi, em Curitiba (PR), onde trabalhou na loja de tecidos da família e começava a fazer suas diferença.
Em 1926, aos 14 anos, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro. E era aí onde ele já fazia diferença.

Com a Revolução Constitucionalista de 1932, segue-se uma grande agitação cultural e Mazzaropi estreia em sua primeira peça de teatro, chamada A herança do Padre João. Já em 1935, consegue convencer seus pais a seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Até 1945, a Troupe Mazzaropi percorre muitos municípios do interior de São Paulo. Com a morte da avó materna, dona Maria Pita Ferreira, Mazzaropi recebe uma herança suficiente para comprar um telhado de zinco para seu pavilhão, podendo assim estrear
na capital, com atuações elogiadas por jornais paulistanos. Depois, parte com a companhia em turnê pelo Vale do Paraíba. A grave situação de saúde de seu pai complica a situação financeira da companhia de teatro e, em 8 de novembro de 1944, morre Bernardo Mazzaroppi. Dias após a morte de seu pai, estreia no Teatro Oberdan ao lado de Nino Nello, sendo ator e diretor da peça Filho de sapateiro.
Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estreia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por outras produtoras. Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e passa não só a produzir, mas distribuir os filmes em todo o Brasil. O primeiro filme da nova produtora foi o Chofer de Praça.
Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, mais conhecido como Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, Jeca Tatu, personagem inspirado desde “Chico Fumaça”.
Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produziria seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que foi também o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior, ganhando os prêmios de melhor ator coadjuvante, Genésio Arruda, e melhor canção.
Cinco anos mais tarde, lança o filme O Corintiano, recorde de bilheteria do cinema nacional. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, a quem pede mais apoio ao cinema brasileiro. Em 1973, produz Portugal, minha saudade, com cenas gravadas no Brasil e em Portugal.
Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca seria terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre, vítima de um câncer na medula óssea aos 69 anos de idade, no hospital Albert Einstein, em São Paulo. É enterrado na cidade de Pindamonhangaba (SP), no mesmo cemitério onde seu pai já repousava. Nunca se casou, mas, segundo declarações de pessoas próximas, nutriu durante a vida um amor “platônico” pela apresentadora e amiga Hebe Camargo.
No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, uma oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então, produz e distribui mais cinco filmes até 1979. Neste local que hoje ficam o Hotel Fazenda e as instalações do Museu Mazzaropi.
Na Zona Rural da cidade, a uns 20 minutos da Rodovia Presidente Dutra, foi inaugurado no ano 2010 o Museu Mazzaropi. O local não resgata somente lembranças pelo fato de ser um museu com mais de 20 mil peças, mas sim, por ser exatamente o lugar onde Mazzaropi filmou grandes sucessos de bilheterias. É simplesmente ter a sensação de que pisa-se o mesmo chão em que pisou o mestre e pioneiro do cinema nacional.
No museu, pode-se encontrar equipamentos que eram utilizados nas filmagens, tanto para produção, quanto para exibição dos filmes, como os projetores, uma moviola (equipamento utilizado para realizar edições das imagens), os rolos dos filmes, o microfone, a filmadora etc. Eram equipamentos importados e inéditos no cinema nacional. Alguns pertenciam à Vera Cruz, que foi a produtora onde ele começou no cinema. São painéis que contam toda a sua trajetória artística e de vida, desde o nascimento, em 9 de abril de 1912, até a morte, em 13 de junho de 1981.

As paredes do museu mostram que o seu auge como artista começa aos 40 anos, quando inicia a carreira no rádio, seguindo pela televisão e terminando no cinema, na Vera Cruz e na PAM Filmes. No museu, é possível recordar que, depois da Vera Cruz, o humorista trabalhou para outras companhias, mas em 1958 criou a própria produtora, Produções Amácio Mazzaropi, mais conhecida como PAM Filmes, responsável por produzir 24 filmes (quase um filme por ano) e sempre com o lucro do filme anterior, criando assim a indústria do cinema. Antes, ele possuía outro estúdio que era chamado Fazenda da Santa, distante mais ou menos oito quilômetros das últimas instalações. Depois de lá, construía o estúdio e acomodações para as pessoas enquanto filmava. E quando não filmava, abriu o local como um hotel, porque já tinha toda a estrutura. O local serviu de cenário para os últimos filmes da carreira.
Todo o acervo do museu vem sendo acumulado desde 1992. O Instituto Mazzaropi, com o intuito de recolher, colecionar e fazer um museu, começou a receber pessoas que traziam objetos. São móveis que Mazzaropi comprava para fazer as filmagens ou eram móveis da casa dele que ele poder
ia utilizar também para as filmagens, objetos similares, figurino, etc. A intenção sempre foi manter a história, que também pode ser considerada um turismo cultural. Um verdadeiro resgate para as novas gerações”, explica.
O Museu Mazzaropi começou a tomar forma em 1992 por João Roman Júnior (já falecido) como uma forma de homenagear o velho amigo e cineasta brasileiro. Já a inauguração das atuais dependências do Novo Museu Mazzaropi ocorreu em 2010 e marcou de forma definitiva o alicerce da preservação histórica. Os filhos de João Roman Júnior dão continuidade ao trabalho de resgate e divulgação da obra de Mazzaropi, acreditando na importância da preservação da memória deste personagem do cinema brasileiro.
O museu está aberto de terça a domingo, das 8h30 às 12h30, a visitas em grupos, famílias, curiosos, estudiosos. Quem quiser e tiver o interesse pode vir. O valor é de R$ 11,00 e R$ 6,00 para estudante e terceira idade”, indica.

1952 – Sai da frente
1952 – Nadando em dinheiro
1954 – Candinho
1955 – A carrocinha
1956 – Fuzileiro do Amor
1956 – O Gato de Madame
1956 – Chico Fumaça
1957 – O Noivo da Girafa
1958 – Chofer de Praça
1959 – Jeca Tatu
1959 – As Aventuras de Pedro Malazartes
1960 – Zé do Periquito
1961 – Tristeza do Jeca
1961 – O Vendedor de Linguiça
1962 – Casinha Pequenina
1963 – O Lamparina
1964 – Meu Japão Brasileiro
1965 – O Puritano da Rua Augusta’
1966 – O Corintiano
1967 – O Jeca e a Freira
1969 – No Paraíso das Solteironas’
1969 – Uma pistola para Djeca
1970 – Betão Ronca Ferro
1972 – O Grande Xerife
1973 – Um Caipira em Bariloche
1973 – Portugal… Minha Saudade
1974 – O Jeca Macumbeiro
1975 – Jeca contra o Capeta
1977 – Jecão, um Fofoqueiro no Céu
1978 – O Jeca e seu filho preto
1979 – A Banda das Velhas Virgens
1980 – O Jeca e a Égua Milagrosa
Maria Tomba Homem (não concluído)


───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO ORIGINAL 01✮══───
───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO FINAL 01✮══───
───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO ORIGINAL 02✮══───
───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO FINAL 02✮══───


– SOBRE O VÍDEO:
Versão Maior – 1920×1080 – x264 – AVC – 16:9 – 29.970 FPS – [email protected] – 5641 KBPS
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva Editada AC3 5.1ch Mod 48.0 kHz 640 kbps
Capítulos: Menu Português BR (1 Capítulo) Small
– SOBRE O FILME:
Encode HDT
V Remasterizado
Encodes criados em Tamanho Único
Fonte
(TV Brasil, Tv Aberta/Fechada)
Criado Spoiler Info (Descrições Parciais)
Criado Spoiler Media Info (Descrições Completas)
Criado Spoiler Media Info (Descrições Completas)
Criado Release Completo Original
Criado Preview Imagem HDTV Remasterizado
Criado Trailer Personalizado
Excelente Qualidade de Imagem
Seleção das melhores imagens para esta Postagem…
– SOBRE O ÁUDIO:
RMZ Áudio Português
Áudio Editado, Restaurado
Criado Áudio AC3 5.1ch Mod Final Resync
Áudios no formato AC3 5.1ch Mod
Qualidade: Áudio Principal 5.1ch Mod 48 kHz 640 kbps
– LISTA DE SERVIDORES:
Servidores Disponíveis Online para Download
Mega 1 – GDrive 1 – GDrive 2 – Mega 2
Escolha o Servidor abaixo de sua Preferência
Ótimo Filme a todos!!!
Mandrake

MAZZAROPI, UMA PISTOLA PARA D’JECA 1969 1080p 4.51 GB










Em um pequeno vilarejo do inte
rior durante o Período Colonial, Eulália
é a filha de um caipira que é violentada por Luís, filho do Coronel Arnaldo, prefeito e fazendeiro mais rico da região. Ela fica grávida e se torna mãe de Paulinho. O pai de Eulália, o simplório Gumercindo, não se conforma mas nada pode fazer frente aos capangas e ao poder do coronel. Oito anos depois, Paulinho sofre com o desprezo dos colegas da escola pelo fato de não ter pai. Gumercindo tenta novamente convencer o filho do coronel a resolver a situação, mas é mandado embora das terras dele. Gumercindo reage e com ajuda dos amigos e da solteirona Eufrásia, uma pretendente sua que lhe dá uma antiga garrucha, ele enfrenta atrapalhadamente os algozes como o “Djeca do sertão”.

Segundo a Crítica, O sucesso estrondoso que o filme do diretor italiano Sergio Corbucci (1926-1990) fizera em 1966 não passaria despercebido aos olhos de Mazzaropi. Django seria tão logo abrasileirado, teria em breve a sua paródia mazzaropiana, se chamaria Uma Pistola para D’jeca.
Uma pistola para Djeca é, por excelência, paródia aos western spaghetti, como são chamados os filmes italianos de faroeste. O figurino, os cenários, a trilha sonora, até mesmo determinadas sequências, tudo é construído para alimentar essa atmosfera de filme de cowboy. O figurino que o diga, com cores vibrantes, escandalosas até, principalmente os vestidos das moças.
Podemos perceber, que um baile é o que abre o filme, o que já denuncia a preocupação artística do mais novo colaborador da PAM Filmes, o diretor Ary Fernandes (1931-2010). Mazza era um cômico intuitivo, adorava improviso e sempre modificava em última hora alguma coisa do roteiro, do argumento. Se aqui e ali existiu o esforço de dar ao fluxo narrativo mazzaropiano um acabamento razoável, principalmente no quesito plástico e formal, esse mérito deverá ser dado, sem quaisquer sombras de dúvida, a Ary Fernandes.
Como quase todos os personagens do Mazzaropi, Gumercindo é um homem pobre e honesto que trabalha para um fazendeiro inescrupuloso. Sua bela filha Eulália fora seduzida pelo filho do fazendeiro, Luiz, e engravidara. Oito anos se passaram, e a criança sofre por não possuir um pai. Aí explodem as reviravoltas, com o mais do mesmo: vilões monotons e poderosos, uma solteirona dando em cima do nosso herói, ode à pobreza, o catolicismo rústico e seu deus ex machina, o humor triste e desencantado.
A fotografia cheia de colorido, exuberante e “limpa” de Pio Zamuner (1935-2012) e a trilha sonora sem muitos excessos de Hector Lagna Fietta têm seu mais alto momento na cena de tiroteio entre os amigos de Gumercindo e os capangas do coronel, assumindo de vez a feição de faroeste caboclo do filme.

Canções: Silvana canta “Canção do Vento” de Paulo Kiko; Mazzaropi canta “Confins do meu sertão” de Ademir Monezzi e Carlos Paschoalin; Os Caçulas e Afonso Barbosa cantam “Catira” de Elpídio dos Santos.
Uma Pistola para Djeca é um filme brasileiro de comédia de 1969, estrelado por Mazzaropi e dirigido por Ary Fernandes para a PAM Filmes. O título faz um trocadilho com personagem do filme de nome semelhante, famoso no subgênero spaghetti western. O diretor Fernandes produziu o seriado O Vigilante Rodoviário e capricha nas cenas de ação, principalmente nas de luta de bar e no grande tiroteio quando do cerco à casa de Djeca. Numeros musicais com Patricia Mayo (dublada por Silvana), Mazzaropi e os Caçulas e Afonso.
A antiga Igreja Matriz de Santa Cruz de Redenção da Serra/SP foi Cenário do filme “Uma Pistola para D’jeca” em 1969. A igreja foi inundada na década de 1970 com a construção da represa de Paraibuna, sua estrutura resistiu fortemente às águas e foi cenário do filme pouco antes da inundação. A cidade foi dividida e, hoje, a Igreja Matriz faz parte de onde é conhecido como centro velho. A Igreja sofreu com novas enchentes em 2004 e foi reaberta no ano passado. Ela, que foi construída por escravos entre 1882 e finalizada em 1904, é símbolo histórico da cidade e do Vale do Paraíba.
No “Museu Mazzaropi”, é possível recordar que, depois da Vera Cruz, o humorista trabalhou para outras companhias, mas em 1958 criou a própria produtora, Produções Amácio Mazzaropi, mais conhecida como PAM Filmes, responsável por produzir 24 filmes (quase um filme por ano) e sempre com o lucro do filme anterior, criando assim a indústria do cinema. Antes, ele possuía outro estúdio que era chamado Fazenda da Santa, distante mais ou menos oito quilômetros das últimas instalações. Depois de lá, construia o estúdio e acomodações para as pessoas enquanto filmava. E quando não filmava, abriu o local como um hotel, porque já tinha toda a estrutura. O local serviu de cenário para os últimos filmes da carreira..






























INDICAÇÕES
Troféu Ferradura de Prata de SP 1970
Indicado ao Prêmio “Troféu Ferradura de Prata de SP”
(Melhor Filme)
Ary Fernandez
PREMIAÇÕES
Troféu Ferradura de Prata de SP 1970
Vencedor do Prêmio “Troféu Ferradura de Prata de SP”
(Melhor Filme)
Ary Fernandez

Amácio Mazzaropi…..Gumercindo da Conceição
Patrícia Mayo………………….Eulália da Conceição
Milton Pereira…………………Paulinho da Conceição
Tony…………………………………………….Vieira Luís
Rogerio Camara…………………………..Coronel Arnaldo
Vanda Marchetti………………………….Esposa de Arnaldo
Carlos Garcia…………………………..Amigo de Gumercindo
Rildo Gonçalves……………………………………………Agenor
Paulo………………………………………………….Bonelli Tavares
Zaira Cavalcanti…………………………………………Dona Eufrásia
Domingos Terras………………………………………Pai de Eufrásia
Nena Viana……………………………………………Dona Natalina
Cláudio Mechi……………………………………Coronel Bezerra
Paulete Bonelli…………………………………………..Ângela
Tony Cardi……………………………………………Juvenal
Elizabeth Hartmann…………………………..Professora
Augusto César Ribeiro…………………..Seu Honório
Nélio Pinheiro……………………………..Delegado
Araken Saldanha………………………Promotor
José Velloni…………………………….Doutor


# País………………………Brasil
# Música…….Hector Lagna Fietta
# Fotografia……………Pio Zamuner
# Edição………..Glauco Mirko Laurelli
# Maquiagem…………..Fajardo Ferreira
# Cenografia…………………José A. Vieira
# Direção de Arte……………Fernandes, Ary
# Produção..Carlos Garcia, Amácio Mazzaropi
# Produtora……………………………PAM Filmes
# Distribuidora…………………………..PAM Filmes


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