MAZZAROPI, PORTUGAL MINHA SAUDADE (HDTV/1080P/NACIONAL) – 1974
PORTUGAL… MINHA SAUDADE – 1974
BRASIL
COMÉDIA
DIREÇÃO: Amácio Mazzaropi, Pio Zamuner
ROTEIRO: Amácio Mazzaropi
IMDb: 6,1 https://www.imdb.com/title/tt0072014/

RMZ HDTV REMASTERIZADO INÉDITO EXCLUSIVO RARÍSSIMO
PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD – AC3 5.1ch Mod – NACIONAL
Postado por Mandrake

Formato: MKV
Qualidade: HDTV 1080p (1920×1080) 16:9
Tamanho: 3.40 GB
Duração: 1 h 41 min
Legenda: S/L
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva AC3 5.1ch Mod
Menu: Português BR 1 Capítulo (Small)
Crédito RMZ, Edição, Áudio Modificado: Mandrake
Servidor: Mega 1 – GDrive 1 – GDrive 2 – Mega 2 (Parte Única) Compactada Winrar
RMZ Encoder Uploader: Mandrake
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Dando continuidade com este Mito e Gênio da Comédia, o próximo Filme, é este Inesquecível Clássico do Cinema Nacional que desembarca no Tela de Cinema. É hora de “Amácio Mazzaropi” em um de seus maiores sucesso “Portugal… Minha Saudade”. Nossa história começa quando Sabino, português de nascimento, radicado no Brasil desde criança, tem um irmão gêmeo residente em Lisboa, que escreve convidando-o a ir a Portugal. Sabino, muito pobre, vive na casa de um filho casado, de favor, mas esconde essa situação do irmão e vai levando sua vidinha em companhia da mulher, vendendo frutas em um carrinho nas ruas de São Paulo. Seu jeito simples e suas maneiras de homem sem instrução, irritam Dona Pacheca, sogra de seu filho, que também mora na casa. Os dois têm constantes atritos, o que, com o tempo, cria uma situação insustentável. O filho, aconselhado pela mulher e pela sogra, interna seu pai em um asilo. Agostinho, o irmão de Sabino, chega inesperadamente e não se conformando com o internamento leva-o para Lisboa. Mas a saudade de tudo o que tinha aqui, inclusive de sua netinha, faz com que Sabino retorne ao lar. Gravado em “HDTV” de altíssima qualidade, este é mais um grande Sucesso do Cinema Nacional, que você encontra aqui com exclusividade unica, pela Primeira vez em “Full HD” no Tela de Cinema. Vale apena conferir.

Sobre Projeto deste Filme, também colorido e totalmente Restaurado e Remasterizado, apresenta uma das melhores Imagens muito boa e de excelente definição já Remasterizada. Efetuei alguns ajustes essenciais no HDR, não sendo necessário Completa “Restauração ou Remasterização”. Efetuei ajustes na imagens, suavizei mais a cor e eliminei os excessos, apliquei mais Contraste Dinâmico, ajustei o Gama e a profundidade de Campo. Já o resto fica por conta da minha “RTX 2070” e do meu Editor “Davince Resolve Pro”. Encode” criado em tamanho Único. O áudio apresenta uma boa qualidade, apenas editei retirei e reduzi o máximo de chiado possível, estalos, normalizei o volume, apliquei mais graves e agudos. E por fim criei o Áudio Dolby (AC3) 5.1ch Mod final. Este pronto mais um Projeto. Vamos começar logo abaixo, com a “Descrição Completa do Filme”, Info e Media Info do Filme, logo após “Previews”, Trailer Personalizado, na sequência, Descrição do Filme, Link’s , Lista de Servidores, Críticas, Curiosidades, Screenshots, Premiações, Elenco Completo, Ficha Técnica Completa, etc.
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▂ ▃ ▄ ▅ ▆ ▇LEIA A DESCRIÇÃO DO FILME▇ ▆ ▅ ▄ ▃ ▂
É MAIS UM GRANDE CLÁSSICO DO NOSSO CONSAGRADO ATOR “AMÁCIO MAZZAROPI” – UM VERDADEIRO MITO E GÊNIO DA COMÉDIA NACIONAL, QUE TANTO NOS ENCANTOU, FEZ GRANDE SUCESSO E NOS DEIXOU GRANDE SAUDADE… DOS DIRETORES, “Amácio Mazzaropi e Pio Zamuner” COM O ROTEIRO PRÓPRIO DE NOSSO MITO E GÊNIO “Amácio Mazzaropi” JUNTO A GRANDE ELENCO… PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD, FEITO UNICAMENTE E EXCLUSIVAMENTE PARA O TELA DE CINEMA… ESTE GRANDE CLÁSSICO, É MAIS UMA “VERSÃO INÉDITA, RARÍSSIMA E EXCLUSIVA” GRAVADO EM HDTV REAL DE ALTÍSSIMA QUALIDADE DE IMAGEM E ÁUDIO. É MAIS UM GRANDE SUCESSO DESTE ÍCONE DO CINEMA NACIONAL, QUE VOCÊ ENCONTRA JUNTO AO MEU PROJETO EXCLUSIVO SOMENTE AQUI NO “TELA DE CINEMA” COM ESTA QUALIDADE DE SEMPRE. RECOMENDO!!! BOM FILME A TODOS!!! ABS… MANDRAKE
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Ele foi o primeiro humorista da TV brasileira e o primeiro brasileiro a fazer sucesso no cinema, mesmo em uma época de difícil acesso a tecnologias. O jeca mais querido do Brasil, Mazzaropi, deixou-nos há 37 anos. Porém, confortados pelo legado e pela obra imortalizada, que em 30 anos de produções cinematográficas, leva mais de 200 milhões de brasileiros aos cinemas, numa época que no Brasil as salas de cinema estavam restritas às grandes cidades.
No dia 19 de junho, dia do cinema brasileiro, recorda-se uma história peculiar e vitoriosa de um brasileiro visionário, que soube aproveitar oportunidades, não teve medo de arriscar e que pode ser facilmente relembrada em uma propriedade privada na cidade de Taubaté (SP).
Em 1946, convidado por Dermival Costa Lima, da Rádio Tupi, Mazzaropi estreou o programa dominical Rancho Alegre, encenado ao vivo no auditório da emissora no bairro do Sumaré e dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Em 1950, este mesmo programa estreou na TV Tupi, mas agora contava com a coadjuvação dos atores João Restiffe e Geny Prado. De acordo com a assessoria de imprensa do Museu Mazzaropi, este foi o primeiro programa humorístico da televisão brasileira. “Quando inaugurou a TV Tupi no Brasil, ele foi o primeiro humorista da TV, levando o mesmo programa que ele tinha na rádio, e só aos 40 anos ele vai começar no cinema, na Vera Cruz, que era a Hollywood brasileira da época. Ele faz três filmes por lá, Sai da Frente, Nadando em Dinheiro e Candinho” com participações de “Geny Prado”.

Desde muito cedo, o pequeno Amácio passou longas temporadas no município de Tremembé (SP), na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entraram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi. Filho de Bernardo Mazzaropi, um imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade, sua família mudou-se para Taubaté (SP).
Em 1919, sua família volta à capital paulista e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922, morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a frequentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaropi, em Curitiba (PR), onde trabalhou na loja de tecidos da família e começava a fazer suas diferença.
Em 1926, aos 14 anos, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro. E era aí onde ele já fazia diferença.

Com a Revolução Constitucionalista de 1932, segue-se uma grande agitação cultural e Mazzaropi estreia em sua primeira peça de teatro, chamada A herança do Padre João. Já em 1935, consegue convencer seus pais a seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Até 1945, a Troupe Mazzaropi percorre muitos municípios do interior de São
Paulo. Com a morte da avó materna, dona Maria Pita Ferreira, Mazzaropi recebe uma herança suficiente para comprar um telhado de zinco para seu pavilhão, podendo assim estrear na capital, com atuações elogiadas por jornais paulistanos. Depois, parte com a companhia em turnê pelo Vale do Paraíba. A grave situação de saúde de seu pai complica a situação financeira da companhia de teatro e, em 8 de novembro de 1944, morre Bernardo Mazzaroppi. Dias após a morte de seu pai, estreia no Teatro Oberdan ao lado de Nino Nello, sendo ator e diretor da peça Filho de sapateiro.
Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estreia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por outras produtoras. Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e passa não só a produzir, mas distribuir os filmes em todo o Brasil. O primeiro filme da nova produtora foi o Chofer de Praça.
Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, mais conhecido como Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, Jeca Tatu, personagem inspirado desde “Chico Fumaça”.
Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produziria seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que foi também o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior, ganhando os prêmios de melhor ator coadjuvante, Genésio Arruda, e melhor canção.
Cinco anos mais tarde, lança o filme O Corintiano, recorde de bilheteria do cinema nacional. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, a quem pede mais apoio ao cinema brasileiro. Em 1973, produz Portugal, minha saudade, com cenas gravadas no Brasil e em Portugal.
Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca seria terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre, vítima de um câncer na medula óssea aos 69 anos de idade, no hospital Albert Einstein, em São Paulo. É enterrado na cidade de Pindamonhangaba (SP), no mesmo cemitério onde seu pai já repousava. Nunca se casou, mas, segundo declarações de pessoas próximas, nutriu durante a vida um amor “platônico” pela apresentadora e amiga Hebe Camargo.
No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, uma oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então, produz e distribui mais cinco filmes até 1979. Neste local que hoje ficam o Hotel Fazenda e as instalações do Museu Mazzaropi.
Na Zona Rural da cidade, a uns 20 minutos da Rodovia Presidente Dutra, foi inaugurado no ano 2010 o Museu Mazzaropi. O local não resgata somente lembranças pelo fato de ser um museu com mais de 20 mil peças, mas sim, por ser exatamente o lugar onde Mazzaropi filmou grandes sucessos de bilheterias. É simplesmente ter a sensação de que pisa-se o mesmo chão em que pisou o mestre e pioneiro do cinema nacional.
No museu, pode-se encontrar equipamentos que eram utilizados nas filmagens, tanto para produção, quanto para exibição dos filmes, como os projetores, uma moviola (equipamento utilizado para realizar edições das imagens), os rolos dos filmes, o microfone, a filmadora etc. Eram equipamentos importados e inéditos no cinema nacional. Alguns pertenciam à Vera Cruz, que foi a produtora onde ele começou no cinema. São painéis que contam toda a sua trajetória artística e de vida, desde o nascimento, em 9 de abril de 1912, até a morte, em 13 de junho de 1981.

As paredes do museu mostram que o seu auge como artista começa aos 40 anos, quando inicia a carreira no rádio, seguindo pela televisão e terminando no cinema, na Vera Cruz e na PAM Filmes. No museu, é possível recordar que, depois da Vera Cruz, o humorista trabalhou para outras companhias, mas em 1958 criou a própria produtora, Produções Amácio Mazzaropi, mais conhecida como PAM Filmes, responsável por produzir 24 filmes (quase um filme por ano) e sempre com o lucro do filme anterior, criando assim a indústria do cinema. Antes, ele possuía outro estúdio que era chamado Fazenda da Santa, distante mais ou menos oito quilômetros das últimas instalações. Depois de lá, construía o estúdio e acomodações para as pessoas enquanto filmava. E quando não filmava, abriu o local como um hotel, porque já tinha toda a estrutura. O local serviu de cenário para os últimos filmes da carreira.
Todo o acervo do museu vem sendo acumulado desde 1992. O Instituto Mazzaropi, com o intuito de recolher, colecionar
e fazer um museu, começou a receber pessoas que traziam objetos. São móveis que Mazzaropi comprava para fazer as filmagens ou eram móveis da casa dele que ele poderia utilizar também para as filmagens, objetos similares, figurino, etc. A intenção sempre foi manter a história, que também pode ser considerada um turismo cultural. Um verdadeiro resgate para as novas gerações”, explica.
O Museu Mazzaropi começou a tomar forma em 1992 por João Roman Júnior (já falecido) como uma forma de homenagear o velho amigo e cineasta brasileiro. Já a inauguração das atuais dependências do Novo Museu Mazzaropi ocorreu em 2010 e marcou de forma definitiva o alicerce da preservação histórica. Os filhos de João Roman Júnior dão continuidade ao trabalho de resgate e divulgação da obra de Mazzaropi, acreditando na importância da preservação da memória deste personagem do cinema brasileiro.
O museu está aberto de terça a domingo, das 8h30 às 12h30, a visitas em grupos, famílias, curiosos, estudiosos. Quem quiser e tiver o interesse pode vir. O valor é de R$ 11,00 e R$ 6,00 para estudante e terceira idade”, indica.

1952 – Sai da frente
1952 – Nadando em dinheiro
1954 – Candinho
1955 – A carrocinha
1956 – Fuzileiro do Amor
1956 – O Gato de Madame
1956 – Chico Fumaça
1957 – O Noivo da Girafa
1958 – Chofer de Praça
1959 – Jeca Tatu
1959 – As Aventuras de Pedro Malazartes
1960 – Zé do Periquito
1961 – Tristeza do Jeca
1961 – O Vendedor de Linguiça
1962 – Casinha Pequenina
1963 – O Lamparina
1964 – Meu Japão Brasileiro
1965 – O Puritano da Rua Augusta’
1966 – O Corintiano
1967 – O Jeca e a Freira
1969 – No Paraíso das Solteironas’
1969 – Uma pistola para Djeca
1970 – Betão Ronca Ferro
1972 – O Grande Xerife
1973 – Um Caipira em Bariloche
1973 – Portugal… Minha Saudade
1974 – O Jeca Macumbeiro
1975 – Jeca contra o Capeta
1977 – Jecão, um Fofoqueiro no Céu
1978 – O Jeca e seu filho preto
1979 – A Banda das Velhas Virgens
1980 – O Jeca e a Égua Milagrosa
Maria Tomba Homem (não concluído)

───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO ORIGINAL✮══───
───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO FINAL✮══───


– SOBRE O VÍDEO:
Versão Maior – 1920×1080 – x264 – AVC – 16:9 – 29.970 FPS – [email protected] – 4150 KBPS
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva Editada AC3 5.1ch Mod 48.0 kHz 640 kbps
Capítulos: Menu Português BR (1 Capítulo) Small
– SOBRE O FILME:
Encode HDTV Remasterizado
Encodes criados em Tamanho Único
Fonte
(Canal Brasil, Tv Fechada)
Criado Spoiler Info (Descrições Parciais)
Criado Spoiler Media Info (Descrições Completas)
Criado Release Completo Original
Criado Preview Imagem HDTV Remasterizado
Criado Trailer Personalizado
Excelente Qualidade de Imagem
Seleção das melhores imagens para es
ta Postagem…
– SOBRE O ÁUDIO:
RMZ Áudio Português
Áudio Editado, Restaurado
Criado Áudio AC3 5.1ch Mod Final Resync
Áudios no formato AC3 5.1ch Mod
Qualidade: Áudio Principal 5.1ch Mod 48 kHz 640 kbps
– LISTA DE SERVIDORES:
Servidores Disponíveis Online para Download
Mega 1 – GDrive 1 – GDrive 2 – Mega 2
Escolha o Servidor abaixo de sua Preferência
Ótimo Filme a todos!!!
Mandrake

MAZZAROPI, PORTUGAL MINHA SAUDADE 1974 1080P 3.40 GB










Sabino, português de nascimento, radicado no Brasil desde criança, tem um irmão gêmeo residente em Lisboa, que escreve convidando-o a ir a Portugal. Sabino, muito pobre, vive na casa de um filho casado, de favor, mas esconde essa situação do irmão e vai levando sua vidinha em companhia da mulher, vendendo frutas em um carrinho nas ruas de São Paulo. Seu jeito simples e suas maneiras de homem sem instrução, irritam Dona Pacheca, sogra de seu filho, que também mora na casa. Os dois têm constantes atritos, o que, com o tempo, cria uma situação insustentável. O filho, aconselhado pela mulher e pela sogra, interna seu pai em um asilo. Agostinho, o irmão de Sabino, chega inesperadamente e não se conformando com o internamento leva-o para Lisboa. Mas a saudade de tudo o que tinha aqui, inclusive de sua netinha, faz com que Sabino retorne ao lar.

Portugal… Minha Saudade é um filme brasileiro de 1973,
uma comédia dramá
tica dirigida, produzida e estrelada por Amácio Mazzaropi. O filme teve locações em Taubaté, Coimbra, Fátima e Lisboa. E foi muito recomendado e recebido pela critica.
É o segundo e ultimo filme internacional de Mazzaropi ( um ano antes ele havia rodado Um caipira em Bariloche), é também uma de suas fitas que mais resistiram ao poder do tempo, é um dos poucos filmes do astro que não se passa numa fazenda, é uma das melhores atuações daquele que é considerado um dos maiores nomes do nosso cinema e é o único filme dentre seus 32 que entra na categoria “Melodramático e com uma pitada de comédia”, enfim, Mazzaropi cria em Portugal, minha saudade (1973) um filme diferente daqueles que vinha fazendo.
Nascido em Portugal, Sabino (Mazzaropi) veio para o Brasil ainda criança, deixando Agostino seu irmão gêmeo com os avós. Sabino cresce em terras tupiniquins e se casa com uma portuguesa. Ambos são pobres mas dignos de honestidade. Agostinho se torna um milionário em Portugal. O filho de Sabino, Juca ( um advogado) tem como sogra uma mulher que humilha sempre o casal feito por Mazzaropi e pela atriz portuguesa Gilda Valença. A sogra fazendo a cabeça de Juca, aconselha a internação do casal em um asilo. Agostinho porém fica sabendo disso e vai até o Brasil rever o irmão depois de mais de 40 anos e leva-lo para sua terra natal: Portugal.
Dessa vez a PAM Filmes ( a produtora de Mazzaropi) nos presenteia com uma produção mais esmerada se referindo ao seu visual. De certa forma é uma surpresa. Mas mesmo assim o filme ainda tem lá seus problemas. Portugal, minha saudade foi lançado na mesma época que Mazzaropi comprara a sua segunda fazenda e nela construiu mais estúdios da PAM Filmes que o consagrou como o dono do maior estúdio da América Latina até aquele momento.
A trilha sonora do maestro Hector Lagna Fietta é boa e bem superior aos seus trabalhos anteriores que nos faz lembrar algo como uma fanfarra. Portugal, minha saudade tem um bom conjunto de números musicais. A canção ( Portugal, minha saudade) que abre o filme e a abertura são excelentes. Angela Maria canta a celebre “Feliz Ano Novo” na cena do asilo e um grupo que canta um samba durante uma festa. Mazzaropi canta a enigmática “Eu sou assim”, repare que talvez essa canção possa ser uma resposta do comediante aos críticos que não gostavam de seu trabalho.
A direção de arte é boa e bem feita e figurinos normais demais. Porém a direção de Pio Zamuner é deficiente, podemos comprovar isso por exemplo na sequência da visita do médico na casa de Juca e esta cena termina com um zoom totalmente sem noção num quadro da sala e até mesmo na sequência que se passa em Fátima ( quase no fim do filme), é uma desarmonia! E a mesma mania de sempre andar com a câmera em certos diálogos e sem falar no zoom que é muito usado e quase sempre de forma agressiva. O filme tem poucas piadas e quase vemos um Mazzaropi que não é Mazzaropi em cena mas mesmo assim tem um desempenho muito bom.
Talvez o maior defeito desse filme seja a ridicula piruca usada por Gilda Valença ( uma atriz mais velha seria ideal). Mas mesmo sem esses grandes deslizes o filme ainda mantém certo tom. Foi um dos maiores triunfos de Mazzaropi nos anos 70, mais de 3 milhões de espectadores, média que o nosso cinema atual sofre para atingir.
Belissimas imagens de Portugal que nos encantam mas também nos decepciona na direção e cinematográfia do fraco Pio Zamuner. Mazzaropi também leva crédito de direção neste filme. O filme tem várias sequências usando um helicóptero, tanto que uma determinada hora podemos ver a sombra do mesmo no chão enquanto voa filmando pontos turisticos de Lisboa. A cena em que Agostinho anda com uma mala pelas ruas da cidade é desnecessária e sem ela o filme ficaria na mesma.
O desfecho acontece de forma rápida e de certa forma cuspida, mas mesmo assim é bem diferente de outros filmes do comediante.
Mais um grande sucesso de Mazzaropi! E chega a dar pena que falte tão pouco para o filme ser bom, a cotação regular se encaixa melhor e mesmo assim é um de seus filmes mais cuidados e bem produzidos e porque não dizer o mais ambicioso de toda a sua carreira?
Se comparando com Um Caipira em Bariloche, seu filme anterior, notamos que Mazzaropi insiste não só na “pegada” de “internacionalizar” o seu Jeca, como também em demonstrar desajustes familiares. A diferença está, justamente, em vermos esta fórmula melhor trabalhada que na película antecessora.
É, talvez, o único filme de Mazzaropi em que a história consegue ser maior que o comediante; em que a trama consegue permanecer (do começo ao fim) em um plano muito acima que os trejeitos teatrais-circenses e a chulice ingênua do Jeca de Amácio Mazzaropi. Afinal, o velho Mazza construiu boa parte de sua filmografia em cima de uma filosofia de “cinema de ator”: filmes que eram ele, a sua comicidade, as suas falas, o seu jeitão na tela grande. E só.
Em Portugal… Minha Saudade, isso não acontece, vejam que interessante. Esse é um filme que dificilmente se enquadraria na qualificação de comédia. O humor está pontuado aqui e ali, mas o que reina é o drama, em tudo: nas várias cenas de tragédias, dor, separação, morte, abandono, ingratidão, na trilha sonora plangente apesar de alguns momentos de luminosidade.
Desgraça pouca é bobagem no roteiro assinado por Amácio Mazzaropi. Neste que seria “um dramalhão deslavado” como o próprio comediante chamaria, o que marca é a versatilidade do ator em representar dois papéis distintos no filme, sem muito daquilo de caipira estilizado, histriônico e caricato que foi, por anos, a identidade constante de seus personagens.
É visualmente interessante e é também um filme de história tocante e marcante em toda a carreira de Amácio Mazzaropi.

O Filme foi Exibido em São Paulo a partir de 17.04.1978, no Art-Palácio, no Paissandú (Sala Independência), no Metrópole, no Rio Branco (Sala Vermelha), no Belas Artes (Sala Centro 1), no Jóia, no Majestic e circuito. Exibido também no Rio de Janeiro a partir de 01.08.1978, no Copacabana, no América, no Palácio, no São Luiz, no Veneza, no Comodoro, no Santa Alice, no Rosário e no Astor. Nesta mesma data, o filme foi exibido em Niterói, no Icaraí e no mesmo mês, foi exibido no D. Pedro.
O filme foi produzido nos estúdios da PAM Filmes, onde hoje existe o Hotel Fazenda Mazzaropi e o Museu Mazzaropi, em Taubaté, com cenas externas em São Luiz do Paraitinga, ambas no interior de São Paulo.
No “Museu Mazzaropi”, é possível recordar que, depois da Vera Cruz, o humorista trabalhou para outras companhias, mas em 1958 criou a própria produtora, Produções Amácio Mazzaropi, mais conhecida como PAM Filmes, responsável por produzir 24 filmes (quase um filme por ano) e sempre com o lucro do filme anterior, criando assim a indústria do cinema. Antes, ele possuía outro estúdio que era chamado Fazenda da Santa, distante mais ou menos oito quilômetros das últimas instalações. Depois de lá, construia o estúdio e acomodações para as pessoas enquanto filmava. E quando não filmava, abriu o local como um hotel, porque já tinha toda a estrutura. O local serviu de cenário para os últimos filmes da carreira..
Artista circense com rápida passagem pela televisão. No cinema, foi lançado pelos estúdios da Vera Cruz, quando criou tipos populares em Sai da frente e Nadando em dinheiro (1952), e Candinho (1953), esse último inspirado em Candide, romance de Voltaire. Depois de deixar os estúdios, fez filmes com diferentes produtores e diretores, em que alternou personagens rurais e urbanos. Fundou sua própria empresa, a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), produzindo as obras em que atuava, começando com Chofer de praça (1958). O primeiro filme em que interpretou um personagem caipira foi Jeca Tatu (1959); mais adiante viriam outros: Tristezas do jeca (1961), O jeca e a freira (1967), O jeca macumbeiro (1974), O Jeca contra o capeta (1975), Jecão… um fofoqueiro no céu (1977), Jeca e seu filho preto (1978) e O jeca e a égua milagrosa (1980). Elaborou os argumentos de diversos de seus filmes e dirigiu catorze deles.
Mais tarde fundou seu próprio teatro – O Pavilhão Mazzaropi – com o qual viajou por todo o país, atuando como galã, diretor, autor e empresário. Também fez rádio e TV, tendo participado da inauguração da TV Tupi em 1950.
David Cardoso, que ingressou no cinema pelas mãos de Mazzaropi, em 63, e para quem “passou calças e engraxou sapatos”, como fez questão de frisar, chorou muito a perda do amigo, colega e mestre.
Hebe Camargo, que no final dos anos 40 fazia dupla com Mazzaropi no rádio – ela cantando, ele encerrando a apresentação com um elenco de anedotas -, também se mostrava inconformada.
Foi ainda o único ator no mundo a ter, por força de contrato, exibição garantida no mesmo circuito de cinemas para seus filmes – o circuito Art Palácio.
Mais tarde fundou seu próprio teatro – O Pavilhão Mazzaropi – com o qual viajou por todo o país, atuando como galã, diretor, autor e empresário. Também fez rádio e TV, tendo participado da inauguração da TV Tupi em 1950.
A partir de 1958, tornando-se produtor independente, foi o único cineasta brasileiro a possuir – em Taubaté – um estúdio exclusivo e bem equipado onde rodou todos seus filmes posteriores.
E foi com esse gênero que Mazzaropi se transformou no artista mais popular do cinema brasileiro e encabeçou, durante anos seguidos, a lista dos filmes de maior bilheteria no Brasil.
– Canções: “Fim de Ano”; “Eu sou Assim”; “Mangueira minha Madrinha”; “Portugal minha Saudade”.
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