MAZZAROPI, CASINHA PEQUENINA (HDTV/1080P/NACIONAL) – 1963
CASINHA PEQUENINA – 1963
BRASIL
COMÉDIA – DRAMA
DIREÇÃO: Glauco Mirko Laurelli
ROTEIRO: Milton Amaral, Mara Lux, (+2)
IMDb: 6,4 https://www.imdb.com/title/tt0193801/

RMZ HDTV REMASTERIZADO INÉDITO EXCLUSIVO RARÍSSIMO
PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD – AC3 5.1ch Mod – NACIONAL
Postado por Mandrake

Formato: MKV
Qualidade: HDTV 1080p (1920×1080) 16:9
Tamanho: 3.15 GB
Duração: 1 h 34 min
Legenda: S/L
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva AC3 5.1ch Mod
Menu: Português BR 1 Capítulo (Small)
Crédito RMZ, Edição, Áudio Modificado: Mandrake
Servidor: Mega 1 – GDrive 1 – GDrive 2 – Mega 2 (Parte Única) Compactada Winrar
RMZ Encoder Uploader: Mandrake
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Continuando com este Mito e Gênio da Comédia o próximo Filme, é este Inesquecível Clássico do Cinema Nacional que desembarca no Tela de Cinema. É hora de “Amácio Mazzaropi” em um de seus maiores sucesso “Casinha Pequenina”. Nossa história começa na época do Brasil colonial, em meados da “Abolição da Escravatura” no século XIX, curiosamente os anos 80 do século XIX ficava no período imperial, onde um rico fazendeiro, dono de escravos, envolve seu humilde empregado “Chico” (Amácio Mazzaropi), um colono de bom coração e sua família num plano para se livrar de uma dupla de mulheres vigaristas que o chantageiam, por causa de um assassinato cometido pelo fazendeiro no passado. No entanto, o filho do colono se envolve com uma delas e renega as acusações que um amigo seu procura esclarecer. Gravado em “HDTV” Full HD, de altíssima qualidade este é mais um grande Sucesso do Cinema Nacional, que você encontra aqui com exclusividade unica, pela Primeira vez no Tela de Cinema. Vale apena conferi.

Sobre Projeto deste Filme, já colorido e totalmente Restaurado e Remasterizado apresenta uma Imagem muito boa e de excelente definição. Efetuei alguns ajustes essenciais no HDR, não sendo necessário Completa “Restauração ou Remasterização”. Efetuei ajustes na imagens, suavizando mais a cor, apliquei mais Contraste Dinâmico, melhorei mais a luz intensa de fundo e ajustei o Gama. Já o resto fica por conta da minha “RTX 2070” e do meu Editor “Davince Resolve Pro”. Encode” criado em tamanho Único. O áudio apresenta uma boa qualidade, apenas editei retirei e reduzi chiados, estalos, normalizei mais o volume, apliquei mais graves e agudos. E por fim criei o Áudio Dolby (AC3) 5.1ch final. Este pronto mais um Projeto. Vamos começar logo abaixo, com a “Descrição Completa do Filme”, Info e Media Info do Filme, logo após “Previews”, Trailer Personalizado, na sequência, Descrição do Filme, Link’s , Lista de Servidores, Críticas, Curiosidades, Screenshots, etc.
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▂ ▃ ▄ ▅ ▆ ▇LEIA A DESCRIÇÃO DO FILME▇ ▆ ▅ ▄ ▃ ▂
É MAIS UM GRANDE CLÁSSICO DO NOSSO CONSAGRADO ATOR “AMÁCIO MAZZAROPI” – UM VERDADEIRO MITO E GÊNIO DA COMÉDIA, QUE TANTO NOS ENCANTOU, FEZ GRANDE SUCESSO E NOS DEIXOU GRANDE SAUDADE… DO DIRETOR “Glauco Mirko Laurelli” COM O ROTEIRO DE “Milton Amaral” E “Mara Lux” JUNTO A GRANDE ELENCO… PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD NO TELA DE CINEMA, ESTE GRANDE CLÁSSICO, É UMA “VERSÃO INÉDITA, RARÍSSIMA E EXCLUSIVA” GRAVADO EM HDTV DE ALTÍSSIMA QUALIDADE DE IMAGEM E ÁUDIO. É MAIS UM GRANDE SUCESSO DESTE ÍCONE DO CINEMA NACIONAL, QUE VOCÊ ENCONTRA JUNTO AO MEU PROJETO EXCLUSIVO SOMENTE AQUI NO “TELA DE CINEMA” COM ESTA QUALIDADE DE SEMPRE. RECOMENDO!!! BOM FILME A TODOS!!! ABS… MANDRAKE
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Ele foi o primeiro humorista da TV brasileira e o primeiro brasileiro a fazer sucesso no cinema, mesmo em uma época de difícil acesso a tecnologias. O jeca mais querido do Brasil, Mazzaropi, deixou-nos há 37 anos. Porém, confortados pelo legado e pela obra imortalizada, que em 30 anos de produções cinematográficas, leva mais de 200 milhões de brasileiros aos cinemas, numa época que no Brasil as salas de cinema estavam restritas às grandes cidades.
No dia 19 de junho, dia do cinema brasileiro, recorda-se uma história peculiar e vitoriosa de um brasileiro visionário, que soube aproveitar oportunidades, não teve medo de arriscar e que pode ser facilmente relembrada em uma propriedade privada na cidade de Taubaté (SP).
Em 1946, convidado por Dermival Costa Lima, da Rádio Tupi, Mazzaropi estreou o programa dominical Rancho Alegre, encenado ao vivo no auditório da emissora no bairro do Sumaré e dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Em 1950, este mesmo programa estreou na TV Tupi, mas agora contava com a coadjuvação dos atores João Restiffe e Geny Prado. De acordo com a assessoria de imprensa do Museu Mazzaropi, este foi o primeiro programa humorístico da televisão brasileira. “Quando inaugurou a TV Tupi no Brasil, ele foi o primeiro humorista da TV, levando o mesmo programa que ele tinha na rádio, e só aos 40 anos ele vai começar no cinema, na Vera Cruz, que era a Hollywood brasileira da época. Ele faz três filmes por lá, Sai da Frente, Nadando em Dinheiro e Candinho” com participações de “Geny Prado”.

Desde muito cedo, o pequeno Amácio passou longas temporadas no município de Tremembé (SP), na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entraram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi. Filho de Bernardo Mazzaropi, um imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade, sua família mudou-se para Taubaté (SP).
Em 1919, sua família volta à capital paulista e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922, morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a frequentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaropi, em Curitiba (PR), onde trabalhou na loja de tecidos da família e começava a fazer suas diferença.
Em 1926, aos 14 anos, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro. E era aí onde ele já fazia diferença.

Com a Revolução Constitucionalista de 1932, segue-se uma grande agitação cultural e Mazzaropi estreia em sua primeira peça de teatro, chamada A herança do Padre João. Já em 1935, consegue convencer seus pais a seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Até 1945, a Troupe Mazzaropi percorre muitos municípios do interior de São Paulo. Com a morte da avó materna, dona Maria Pita Ferreira, Mazzaropi recebe uma herança suficiente para comprar um telhado de zinco para seu pavilhão, podendo assim estrear na capital, com atuações elogiadas por jornais paulistanos. Depois, parte com a companhia em turnê pelo Vale do Paraíba. A grave situação de saúde de seu pai complica a situação financeira da companhia de teatro e, em 8 de novembro de 1944, morre Bernardo Mazzaroppi. Dias após a morte de seu pai, estreia no Teatro Oberdan ao lado de Nino Nello, sendo ator e diretor da peça Filho de sapateiro.
Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estreia seu primeiro filme, intitulado S
ai d
a Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por outras produtoras. Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e passa não só a produzir, mas distribuir os filmes em todo o Brasil. O primeiro filme da nova produtora foi o Chofer de Praça.
Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, mais conhecido como Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, Jeca Tatu, personagem inspirado desde “Chico Fumaça”.
Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produziria seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que foi também o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior, ganhando os prêmios de melhor ator coadjuvante, Genésio Arruda, e melhor canção.
Cinco anos mais tarde, lança o filme O Corintiano, recorde de bilheteria do cinema nacional. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, a quem pede mais apoio ao cinema brasileiro. Em 1973, produz Portugal, minha saudade, com cenas gravadas no Brasil e em Portugal.
Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca seria terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre, vítima de um câncer na medula óssea aos 69 anos de idade, no hospital Albert Einstein, em São Paulo. É enterrado na cidade de Pindamonhangaba (SP), no mesmo cemitério onde seu pai já repousava. Nunca se casou, mas, segundo declarações de pessoas próximas, nutriu durante a vida um amor “platônico” pela apresentadora e amiga Hebe Camargo.
No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, uma oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então, produz e distribui mais cinco filmes até 1979. Neste local que hoje ficam o Hotel Fazenda e as instalações do Museu Mazzaropi.
Na Zona Rural da cidade, a uns 20 minutos da Rodovia Presidente Dutra, foi inaugurado no ano 2010 o Museu Mazzaropi. O local não resgata somente lembranças pelo fato de ser um museu com mais de 20 mil peças, mas sim, por ser exatamente o lugar onde Mazzaropi filmou grandes sucessos de bilheterias. É simplesmente ter a sensação de que pisa-se o mesmo chão em que pisou o mestre e pioneiro do cinema nacional.
No museu, pode-se encontrar equipamentos que eram utilizados nas filmagens, tanto para produção, quanto para exibição dos filmes, como os projetores, uma moviola (equipamento utilizado para realizar edições das imagens), os rolos dos filmes, o microfone, a filmadora etc. Eram equipamentos importados e inéditos no cinema nacional. Alguns pertenciam à Vera Cruz, que foi a produtora onde ele começou no cinema. São painéis que contam toda a sua trajetória artística e de vida, desde o nascimento, em 9 de abril de 1912, até a morte, em 13 de junho de 1981.

As paredes do museu mostram que o seu auge como artista começa aos 40 anos, quando inicia a carreira no rádio, seguindo pela televisão e terminando no cinema, na Vera Cruz e na PAM Filmes. No museu, é possível recordar que, depois da Vera Cruz, o humorista trabalhou para outras companhias, mas em 1958 criou a própria produtora, Produções Amácio Mazzaropi, mais conhecida como PAM Filmes, responsável por produzir 24 filmes (quase um filme por ano) e sempre com o lucro do filme anterior, criando assim a indústria do cinema. Antes, ele possuía outro estúdio que era chamado Fazenda da Santa, distante mais ou menos oito quilômetros das últimas instalações. Depois de lá, construía o estúdio e acomodações para as pessoas enquanto filmava. E quando não filmava, abriu o local como um hotel, porque já tinha toda a estrutura. O local serviu de cenário para os últimos filmes da carreira.
Todo o acervo do museu vem sendo acumulado desde 1992. O Instituto Mazzaropi, com o intuito de recolher, colecionar e fazer um museu, começou a receber pessoas que traziam objetos. São móveis que Mazzaropi comprava para fazer as filmagens ou eram móveis da casa dele que ele poderia utilizar também para as filmagens, objetos similares, figurino, etc. A intenção sempre foi manter a história, que também pode ser considerada um turismo cultural. Um verdadeiro resgate para as novas gerações”, explica.
O Museu Mazzaropi começou a tomar forma em 1992 por João Roman Júnior (já falecido) como uma forma de homenagear o velho amigo e cineasta brasileiro. Já a inauguração das atuais dependências do Novo Museu Mazzaropi ocorreu em 2010 e marcou de forma definitiva o alicerce da preservação histórica. O
s fil
hos de João Roman Júnior dão continuidade ao trabalho de resgate e divulgação da obra de Mazzaropi, acreditando na importância da preservação da memória deste personagem do cinema brasileiro.
O museu está aberto de terça a domingo, das 8h30 às 12h30, a visitas em grupos, famílias, curiosos, estudiosos. Quem quiser e tiver o interesse pode vir. O valor é de R$ 11,00 e R$ 6,00 para estudante e terceira idade”, indica.

1952 – Sai da frente
1952 – Nadando em dinheiro
1954 – Candinho
1955 – A carrocinha
1956 – Fuzileiro do Amor
1956 – O Gato de Madame
1956 – Chico Fumaça
1957 – O Noivo da Girafa
1958 – Chofer de Praça
1959 – Jeca Tatu
1959 – As Aventuras de Pedro Malazartes
1960 – Zé do Periquito
1961 – Tristeza do Jeca
1961 – O Vendedor de Linguiça
1962 – Casinha Pequenina
1963 – O Lamparina
1964 – Meu Japão Brasileiro
1965 – O Puritano da Rua Augusta’
1966 – O Corintiano
1967 – O Jeca e a Freira
1969 – No Paraíso das Solteironas’
1969 – Uma pistola para Djeca
1970 – Betão Ronca Ferro
1972 – O Grande Xerife
1973 – Um Caipira em Bariloche
1973 – Portugal… Minha Saudade
1974 – O Jeca Macumbeiro
1975 – Jeca contra o Capeta
1977 – Jecão, um Fofoqueiro no Céu
1978 – O Jeca e seu filho preto
1979 – A Banda das Velhas Virgens
1980 – O Jeca e a Égua Milagrosa
Maria Tomba Homem (não concluído)

───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO ORIGINAL✮══───
───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO FINAL✮══───


– SOBRE O VÍDEO:
Versão Média – 1920×1080 – x264 – AVC – 16:9 – 29.970 FPS – [email protected] – 4137 KBPS
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva Editada AC3 5.1ch Mod 48.0 kHz 640 kbps
Capítulos: Menu Português BR (1 Capítulo) Small
– SOBRE O FILME:
Encode HDTV Remasterizado
Encodes criados em Tamanho Único
Criado Spoiler Info (Descrições Parciais)
Criado Spoiler Media Info (Descrições Completas)
Criado Preview Imagem HDTV Original
Criado Preview Imagem HDTV Remasterizado
Criado Trailer Personalizado
Excelente Qualidade de Imagem
Seleção das melhores imagens para esta Postagem…
– SOBRE O ÁUDIO:
RMZ Áudio Português
Áudio Editado, Restaurado
Criado Áudio AC3 5.1ch Mod Final Resync
Áudios no formato AC3 5.1ch Mod
Qualidade: Áudio Principal 5.1ch Mod 48 kHz 640 kbps
– LISTA DE SERVIDORES:
Servidores Disponíveis Online para Download
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Ótimo Filme a todos!!!
Mandrake

MAZZAROPI, CASINHA PEQUENINA 1963 (1920×1080) 3.15 GB










No Brasil colonial, em meados da abolição da escravatura no século XIX (curiosamente os anos 80 do século XIX ficava no período imperial), onde um rico fazendeiro, dono de escravos, envolve seu humilde empregado, um colono de bom coração e sua família num plano para se livrar de uma dupla de mulheres vigaristas que o chantageiam, por causa de um assassinato cometido pelo fazendeiro no passado. No entanto, o filho do colono se envolve com uma delas e renega as acusações que um amigo seu procura esclarecer.

Segundo os Críticos, este filme trata, em seu enredo, problemas de injustiças sociais e luta contra o poder dos coronéis. Se tivéssemos que eleger a obra-prima de Amácio Mazzaropi, ela seria, sem sombras de dúvida, Casinha Pequenina. Não só por se tratar de um “filme de época”, o que já significa, para os padrões cenotécnicos da “PAM Filmes“, boa dose de mania de grandeza, mas o esmero dado aos figurinos, os cenários bem escolhidos, os recursos e o time de técnicos empregados bem como o elenco estrelado. A preocupação de se reconstituir o Brasil em final do século XIX é levado muito a sério, obtendo a verossimilhança de se tirar o chapéu.
O casamento entre Glauco Mirko Laurelli (direção) e Milton Amaral (roteiro) dá ao filme uma tônica legal e equilibrada entre a comédia e o drama, com interpretações soberbas, reviravoltas rocambolescas bem costuradas e uma tensão que se segue num crescendo. Mazzaropi talvez tenha sido um tanto quanto ousado em querer fazer rir em uma história que se passa nos últimos anos do regime escravocrata no Brasil.
No entanto, vemos mais uma vez um fazendeiro ganancioso, um casamento arranjado, os choques entre os pais conselheiros e um filho obstinado e impulsivo, o maniqueísmo quadrado, o happy end previsibilíssimo e a trilha musical excessiva de Hector Lagna Fietta.
Ao lado do filme “Jeca Tatu” (1959), “Casinha Pequenina” foi um dos maiores sucessos da obra do ator e diretor, contabilizando mais de oito milhões de pagantes cada. A trama tem o fim da escravidão como pano de fundo e mostra a luta contra os interesses dos senhores de engenho.
No tempo do Brasil colonial, um rico fazendeiro envolve seu humilde empregado em uma tramoia. O colono de bom coração e sua família entram numa farsa para o patrão se livrar de duas mulheres que o chantageiam por causa de um assassinato do passado. Apesar do plano, o filho do colono se encanta por uma das mulheres e desmente as acusações.
Trabalhador rural de bom coração, Chico é casado e pai de família. Esse é o típico personagem das obras de Amácio Mazzaropi. Se por um lado o protagonista tem uma veia cômica e gozadora, por outro sempre se esforça para proteger os mais humildes. Essa perspectiva se estabelece na maioria dos filmes do ator e diretor: Jeca Tatu aparece como uma espécie de líder dos colonos enquanto o dono das fazendas é visto como um explorador dos mais humildes.
Geny Prado destaca-se no papel de Fifica em “Casinha Pequenina”, uma das suas melhores atuações na carreira no cinema. Na trama, ela teve espaço para interpretar sua personagem com personalidade. A atriz fez 17 filmes com Mazzaropi, grande amigo e eterno parceiro de cena.

Canções: “A Dor da Saudade”, de Elpídio dos Santos, interpretada por Mazzaropi; “Último Lamento”, de Elpídio dos Santos, interpretada por Edson Lopes; “Casinha Pequenina”, de Elpídio dos Santos, arranjo da letra de José Isaú Pedro, interpretada por Mazzaropi.
Aldeia em Carapicuíba que foi cenário para filmes de Mazzaropi é aberta para visitação. Fundada em 1580 e tombada em 1940 pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a Aldeia de Carapicuíba, na Grande São Paulo atrai visitantes que querem conhecer parte da história dos índios. Situada a cerca de 20 km da praça da Sé, essa é a aldeia mais próxima do centro de São Paulo.
O ambiente é cercado por 20 casinhas antigas pintadas de branco e azul. O lugar é calmo e nos remete ao passado. O espaço, que foi cenário do filme “Casinha Pequenina” (1963), de Mazzaropi, é procurado para gravações de novelas de época e de comerciais. No local, a maioria das casas são feitas de pau a pique. Entre elas, está a Casa de Cultura, onde é possível ver fotografias, esculturas e quadros que retratam a história da aldeia. Há também a capela da Comunidade Santa Catarina, datada de 1736. Bem ao lado, fica uma biblioteca com livros de história indígena.
Em 1952, foi contratado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde estreou como ator em Sai da Frente. Depois vieram: Nadando em Dinheiro (1952); Candinho (1953); A Carrocinha (1955); O Gato de Madame (1956); Fuzileiro do Amor (1956); O Noivo da Girafa (1957); Chico Fumaça (1958). Em 1958, fundando sua própria produtora – a Produções Amácio Mazzaropi (PAM Filmes) –, Amácio Mazzaropi realizou um total de 24 filmes, alcançando, com todos eles, sucesso absoluto de bilheteria, inclusive o maior deles “Casinha Pequenina”.
A mim parece que foi ontem, mais lá se vão 30 anos que ele se foi; ás vésperas de seu centenário que será celebrado em 12 de Abril de 2.012, Amácio Mazzaropi deixou me um prazeroso e difícil legado que é preservar a cultura caipira, a verdadeira cultura do povo brasileiro; e enquanto encontrar apoio no povo e nos dirigentes de cultura deste pais vou subir aos palcos para relembrar o Mazzaropi.
Casinha Pequenina é um filme brasileiro de 1963, produzido pela PAM Filmes com 95 min de duração, dirigido por Glauco Mirko Laurelli.
Exibido em São Paulo durante 21 dias, no Bandeirantes e durante 7 dias no Art-Palácio. Além dessas salas, exibido em mais 18 salas do circuito Serrador.
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