ANJOS ASSASSINOS – Dual – Tri Áudio / 1080p – Download – 1993
GETTYSBURG – 150TH COMMEMORATION OF THE CIVIL WAR: DIRECTOR’S CUT – 1993
EUA
DRAMA – HISTÓRICO – GUERRA
DIREÇÃO: Ron Maxwell
ROTEIRO: Michael Shaara, Ron Maxwell
IMDb: 7,6 https://www.imdb.com/title/tt0107007/

TORRENTS ATUALIZADOS.
BRREMUX/BRRIP 1080P – RMZ – DUAL/TRI ÁUDIO – DUBLAGEM CLÁSSICA DELART RJ 5.1 – TRILHA SONORA + DOCUMENTÁRIO + LIVRO
EDIÇÃO EM COMEMORAÇÃO AOS 150 ANOS DA GUERRA CIVIL: VERSÃO DO DIRETOR
Postado por Any Sousa e Don Costa


VERSÃO MAIOR
Formato: MKV
Qualidade: BRRemux 1080p (1920 x 1080, 14.8 Mb/s)
Tamanho: 41,7 GB
Duração: 271 min.
Legendas: Russo, Inglês, Alemão, Português (Completa + Trechos sem dublagem) – Selecionáveis
Áudio 1: Russo – AC3 / 2.0 / 192 kb/s / 48.0 kHz
Áudio 2: Inglês – DTS-HD Master Audio / 5.1 / 4.016 kb/s / 48.0 kHz
Áudio 3: Inglês – DTS / 5.1 / 1.509 kb/s / 48.0 kHz
Áudio 4: Português – DTS / 5.1 / 1.509 kb/s / 48.0 kHz
Servidor: Google Drive (4 partes RAR) + Torrent
Créditos pela D. Clássica: Johnahex
Créditos pelo Torrent: Don Costa
Remasterizadora e Uploader: Any Sousa
VERSÃO MÉDIA
Formato: MKV
Qualidade: BRRip 1080p (1920 x 1080, 7.100 kb/s)
Tamanho: 19,2 GB
Duração: 271 min.
Legendas: Português (Completa + Trechos sem dublagem) – Selecionáveis
Áudio 1: Inglês – DTS / 5.1 / 1.509 kb/s / 48.0 kHz
Áudio 2: Português – DTS / 5.1 / 1.509 kb/s / 48.0 kHz
Servidor: Google Drive (4 partes RAR) + Torrent
Créditos pela D. Clássica: Johnahex
Créditos pelo Torrent: Don Costa
Remasterizadora e Uploader: Any Sou
sa
VERSÃO MENOR
Formato: MKV
Qualidade: BRRip 1080p (1920 x 1080, 2.500 kb/s)
Tamanho: 7,19 GB
Duração: 271 min.
Legendas: Português (Completa + Trechos sem dublagem) – Selecionáveis
Áudio 1: Inglês – AC3 / 5.1 / 640 kb/s / 48.0 kHz
Áudio 2: Português – AC3 / 5.1 / 640 kb/s / 48.0 kHz
Servidor: Google Drive (10 partes RAR) + Torrent
Créditos pela D. Clássica: Johnahex
Créditos pelo Torrent: Don Costa
Remasterizadora e Uploader: Any Sousa


Formato: WavPack
Composição: Randy Edelman
Data de lançamento: 7 de abril de 1998
Tamanho: 560 MB
Créditos: Gustavo Broda
Créditos pelo Torrent: Don Costa
Uploader: Any Sousa
LISTA COMPLETA DE MÚSICAS: CLIQUE AQUI


GETTYSBURG – 2011
REINO UNIDO – EUA
DOCUMENTÁRIO – HISTÓRICO – GUERRA
DIREÇÃO: Adrian Moat
ROTEIRO: Richard Bedser, Ed Fields, Simon Brown
IMDb: 6,4 https://www.imdb.com/title/tt1880209/
VERSÃO MAIOR // MENOR
Formato: MKV
Qualidade: BRRip 1080p (1920 x 1080, 9.439 kb/s) // BRRip 1080p (1920 x 1080, 3.000 kb/s)
Tamanho: 6,94 GB // 3,08 GB
Duração: 85 min.
Legendas: S/L
Áudio 1: Inglês – DTS / 5.1 / 1.509 kb/s / 48.0 kHz
Áudio 2: Português – AC3 / 5.1 / 640 kb/s / 48.0 kHz
Servidor: Google Drive (9 partes RAR) // Google Drive (4 partes RAR) + Torrent
Créditos pelo Torrent: Don Costa
Remasterizadora e Uploader: Any Sousa


Formato: PDF
Autor: Manuel de Sousa
Ano de lançamento: 2007
Idioma: Português PT
Número de páginas: 56
Uploader: Don Costa

O grande idealizador desta postagem é o marujo Johnahex. Ele me enviou a dublagem e me pediu uma postagem especial, contando sobre o contexto do filme e suas curiosidades.
Primeiro, fiz a sincronização da dublagem, sua origem devia ser de um TVRip então primeiramente retirei o máximo de chiados e ruídos e sincronizei o áudio do começo ao fim. Como o filme tem mais de 4 horas, isso levou um bom tempo. E ao final, criei os áudios em 5.1, e o resultado ficou bom.
Logo após, pra enriquecer a postagem com mais informações a respeito da Batalha de Gettysburg, encontrei um documentário do canal History Channel que dramatiza com muita fidelidade como foi aquela época obscura nos Estados Unidos. Portanto, achei interessante trazer a vocês.
Mas, pra mim o maior desafio seria a montagem da postagem, como reunir tantas informações e fazer com que a leitura fosse fácil pra que todos entendessem sobre a Guerra Civil Americana.
Assim, pedi ajuda ao nosso querido Don Costa pra me ajudar nessa tarefa, pois conheço seu talento inigualável em nos presentear com postagens lindas e que nos dão verdadeiras aulas acerca do assunto abordado. Ele, mesmo com muitas tarefas aqui no Tela e em sua vida particular, aceitou me ajudar.
E, como eu já disse a ele, não sei como agradecer o suficiente, pelos tantos dias que ele dedicou em suas pesquisas e por fazer as edições das imagens aqui postadas. Com sua dedicação e capricho, o post ficou excepcional, como eu sabia que ficaria.
É uma honra pra mim dividir esta postagem com você, Don. Terá sempre minha admiração e sinceros agradecimentos!

TODOS OS ARQUIVOS: CLIQUE AQUI
TORRENT (POR DON COSTA)
Estamos recebendo muitas solicitações para que os arquivos publicados no Tela de Cinema passem a ser compartilhados por torrent. Mas o torrent possui dois problemas básicos que o torna pouco atraente no Brasil. O primeiro problema é a cultura pouco solidária do brasileiro. Já tive várias experiência em que enviei centenas de gigabytes de arquivos via torrent que nunca se mantiveram ativos, pois eu era o único que semeava. Todos pegavam o que queriam e deletavam o torrent sem fazer a sua parte. Hoje, com exceção dos filmes e seriados novos, acontece a mesma coisa. É muito difícil encontrarmos filmes antigos com torrents saudáveis. Quase sempre não tem mais ninguém semeando. O segundo problema é técnico. Para que o torrent seja disponibilizado a uma velocidade viável, é necessário que o colaborador tenha uma internet de, pelo menos, uns 10MB, garantindo uma velocidade de upload de, pelo menos 1,2mbps. Leve em consideração que, inicialmente, somente ele estará semeando e muitos marujos estarão baixando ao mesmo tempo. Então estes 1,2mbps que o colaborador disponibilizar estará sendo dividido pela quantidade de marujos baixando naquele momento. Se dez pessoas estiverem baixando o arquivo, cada uma estará fazendo o download a uma velocidade máxima de 120kbps. A velocidade vai aumentando conforme estes mesmos dez marujos forem, também, upando o que baixaram, e diminuindo se mais marujos também começarem a baixar. Eu já tive postagens que tiveram centenas de downloads em um único dia. Neste caso, a velocidade inicial de cada um, se eu tivesse uma internet de 10MB, seria de, no máximo, 12,5kbps – pouco superior a uma conexão discada.
Também levem em conta que, no caso dos torrents, o arquivo não fica hospedado em um servidor externo, mas sim dentro do computador do próprio colaborador. O torrent é somente uma ferramenta que faz a ligação entre o computador de quem compartilha com o computador de quem baixa. Portanto, ele fica limitado, não só pela velocidade de conexão disponibilizada pelo colaborador, mas também pela sua disponibilidade em deixar o computador ligado, conectado e com boa parte de sua internet focada apenas na distribuição do arquivo. E, quanto mais arquivos o colaborador disponibilizar desta forma, maior será o consumo de sua internet e equipamento.
Neste momento, como tenho um equipamento para uso exclusivo do Tela de Cinema e estou com uma boa internet de 100 Megas, comecei a disponibilizar esta opção em várias postagens em que disponibilizo servidores adicionais para ajudar àqueles marujos que estão enfrentado dificuldades em realizar os downloads nos servidores comuns. Mas não poderei ficar com os arquivos em minha máquina indefinidamente. Assim, semearei cada postagem durante um mês, ou quando completar o equivalente a 20 vezes o tamanho do arquivo. Depois disso, a sobrevida dos torrents vai depender de quem baixou os arquivos. Se todos cooperarem enviando pelo menos o dobro de Megabytes que baixou, o torrent nunca ficará sem semeadores.
Abraços.

Produzida para ser uma minissérie em quatro episódios, Gettysburg estreou primeiro nos cinemas em 1993, tornando-se um dos filmes de maior duração da história dos EUA. Exibida no ano seguinte pela TNT, a minissérie conquistou uma das melhores audiências da TV a cabo da época.
Gettysburg, que no Brasil recebeu o título de Anjos Assassinos, é uma adaptação de Robert F. Maxwell para a obra de Michael Shaara, The Killer Angels. A minissérie narra a batalha de Gettysburg, uma das mais sangrentas da história dos EUA, que ocorreu entre 1 e 3 de julho de 1863, na Pensilvânia, durante o período da Guerra Civil.
Robert E. Lee (Martin Sheen, de The West Wing) e seu segundo homem em comando, Pete Longstreet (Tom Berenger, de The Hatfields and McCoys), lideram mais de 70 mil soldados confederados numa batalha decisiva contra as tropas da União, comandadas pelo General George Gordon Meade (Richard Anderson, de O Homem de Seis Milhões de Dólares). A minissérie se concentra em narrar os aspectos militares e políticos que cercaram a batalha, de ambos os lados. Assim, são apresentados seu planejamento, cálculos e estratégias, passando por sua realização e finalizando com a vitória final, que custou a vida de cerca de 43 mil homens.
Filmada no local onde a verdadeira batalha ocorreu, Gettysburg tem direção do próprio Maxwell com produção de Ted Turner, em associação com a TriStar Television e a Esparza/Katz Productions.




















A Guerra Civil Americana, ou Guerra da Secessão, foi um conflito armado travado entre os estados do Sul e do Norte dos Estados Unidos. O conflito começou em 12 de abril de 1861 e só teve fim em 22 de junho de 1865. A guerra aconteceu após o clima de tensão gerado pelas eleições de 1860, que elegeram o presidente Abraham Lincoln – representante do Norte.
Com a Independência das Treze Colônias, em 1776, as colônias converteram-se em estados independentes, mas unidos em uma Federação, com representação política republicana e presidencialista. Os estados na região Norte concentraram-se no desenvolvimento da indústria e, para tanto, necessitavam de mão de obra livre e assalariada que operasse o trabalho dentro das fábricas. A formação do operariado e da burguesia industrial no Norte produziu também uma forma específica de se encarar a atividade política e os direitos civis.
A independência das 13 colônias (acima) iniciaram a expansão da colonização do território norte americano, através de guerras e aquisições de terras como a Flórida (da Espanha), a Louisiana (da França) e Los Angeles (do México).
Os estados do Sul, ao contrário, tiveram um desenvolvimento agrário baseado na grande propriedade e no modelo da plantation, isto é, grandes propriedades rurais que praticavam a monocultura (cultivo de uma ou poucas espécies de planta para o mercado) do algodão. O modelo da plantation valia-se da mão de obra escrava negra, já que, além de não ter o custo do trabalho assalariado, o tráfico transatlântico de escravos também gerava bastante lucro.
Apesar de os dois modelos seguirem caminhos opostos, eles se complementavam ao menos em um ponto: as indústrias têxteis (que fabricavam tecido) do Norte necessitavam do algodão do Sul, que, por sua vez, voltava para o Sul na forma de produto, como roupas. Apesar de tal complementaridade econômica, incomodava às lideranças do Norte (que possuíam uma perspectiva política voltada para as liberdades individuais, para o direito à pequena propriedade etc.) a existência do regime escravista nos estados do Sul. Não era compreensível que um país, uma República Federativa, fosse unido politicamente por duas perspectivas completamente antagônicas.
Os estados do Sul, por sua vez, também não viam com bons olhos o modelo nortista, que a cada ano se impunha como o mais eficaz (a população do Norte era bem superior e mais desenvolvida que a do Sul). Os sulistas, ainda no ano das eleições (1860), já falavam em secessão, isto é, em separação entre as duas regiões e na criação de outro país, os Estados Confederados da América, em oposição ao Norte.
Basicamente as diferenças entre os dois lados eram as seguintes:
Norte – O Norte possuía economia sustentada na indústria e no comércio; defendia tarifas alfandegárias protecionistas; apoiava a abolição dos escravos; era favorável a um governo central forte.
Sul – O Sul possuía uma economia agrária; era exportador de produtos agrícolas e importador de manufaturados [produtos produzidos por oficinas ou indústrias]; defendia tarifas alfandegárias baixas; lutava pela manutenção do escravismo; era favorável a um governo central fraco.
Nas eleições de 1860, venceu o republicano Abraham Lincoln, favorável à abolição da escravatura e ao protecionismo.
No dia 20 de dezembro do mesmo ano, antes me
smo de o p
residente assumir o cargo, o estado da Carolina do Sul desligou-se da União , seguido por mais seis estados sulistas: Alabama, Mississipi, Flórida, Geórgia, Louisiana e Texas. Juntos formaram os Estados Confederados da América, tendo como capital a cidade de Montgomery, no Alabama. Escolheram Jefferson Davis para presidente, adotaram uma nova bandeira e elaboraram uma Constituição.
Abraham Lincoln (esquerda) e Jefferson Davis (direita). Dois presidentes, um país e a inevitável guerra civil.
Com a secessão e a formação dos Estados Confederados, o conflito tornou-se inevitável. Lincoln, como presidente da União, isto é, dos Estados Unidos como um todo, não reconheceu a independência dos estados sulistas e optou pela reincorporação deles. O exército da União era mais numeroso e organizado, mas o Sul contava com militares experientes que saíram da União e tornaram-se fiéis aos Confederados. Foi o caso do general Robert E. Lee, veterano na guerra contra o México.
11 estados formaram a confederação sulista, enquanto 04 outros apoiaram, tanto um, quanto outro lado em diferentes momentos da guerra.
O general Lee (alguém aí se lembrou do seriado “Os Gatões” (1979/1985) onde o Dodge Charger 1969 laranja com a bandeira dos confederados pilotado pelos protagonistas foi batizado com esse nome?) foi o principal comandante dos sulistas na Guerra Civil. Ele possuía um conhecimento estratégico que poucos tinham àquela altura e que dava vantagem ao Sul. Entretanto, Lincoln tinha a seu favor a tecnologia. Duas armas tecnológicas foram decisivas para o Norte: o telégrafo e a locomotiva a vapor.
General Robert E. Lee (esquerda). Herói de guerra é até hoje homenageado pelos americanos, como em filmes e séries (direita).
Por meio do telégrafo, Lincoln e seus generais podiam integrar, em questão de minutos, as informações dispersas sobre a movimentação das tropas sulistas. Se isso fosse feito por mensageiros a cavalo, o tempo seria de sete dias. As locomotivas a vapor, em vez de transportarem mercadorias, serviram para transportar soldados, armas e munição do Norte para o Sul. Em questão de horas, os exércitos da União eram abastecidos no Norte, fato que demoraria semanas se fosse feito a pé.
O confronto em campo aberto era terrível. A Guerra Civil Americana, ao lado da Guerra do Paraguai, foi uma das mais sangrentas guerras já travadas no continente americano. Tantos os soldados do Sul quanto os do Norte usavam em seus rifles as balas minié, um tipo de bala capaz de estraçalhar facilmente braços e pernas e esmigalhar os ossos do corpo humano. O rifle, por sua vez, tinha que ser recarregado após cada disparo. O recarregamento era feito manualmente, colocando-se pólvora no cano e depois a bala, que era pilada com uma vareta. Em uma única batalha morriam de 10 a 30 mil homens, como diz o historiador Leandro Karnal:
“As batalhas tornaram-se verdadeiros palcos de horror. Numa delas, os nortistas, com cerca de 30 mil homens a mais que os sulistas, obrigaram o general Lee a se refugir na Virgínia e cerca de 12 mil homens morreram em cada um dos lados dos conflitos. Em outra, os confederados lançaram-se com mais de 150 mil homens contra as trincheiras da União próximas a Gettysbury, na Pensilvânia. Os confederados acabaram dizimados pelas tropas federais e cerca de mil soldados sulistas morreram nesse conflito.”
O gráfico acima mostra o ranking das batalhas onde mais ocorreram mortes, tendo Gettysburg no topo. Mais de 620 mil americanos morreram nesta guerra. Proporcionalmente à população atual dos Estados Unidos, hoje seria o equivalente a 6 milhões de mortes.
Uma das estratégias mais importantes elaboradas por Lincoln para vencer a guerra foi a aprovação da chamada Lei de Terras, em 1862, também conhecida como Homestead Act. Essa lei autorizava novos colonos a ocuparem as terras do Oeste americano, ainda pouco povoado, e a adotarem o modelo da pequena propriedade – contrário ao do latifúndio sulista. O objetivo de Lincoln era manter o território ainda não ocupado fiel à União. Os sulistas, que já haviam começado a expandir suas plantations para o Oeste, tiveram que frear o processo.
Em 1864, as forças do Sul já não conseguiam mais se manter coesas. A situação era desfavorável para os sulistas, e o seu presidente, Jefferson Davis, foi preso pelos soldados da União quando tentava fugir. O general Lee, por sua vez, rendeu-se em 19 de abril de 1865 ao general Ulysses Grant, pondo fim à guerra. Os efeitos da guerra civil até hoje são os mais devastadores da história dos Estados Unidos, mais do que a Segunda Guerra Mundial e do que a Guerra do Vietnã, como diz, novamente, Karnal:
“Para u
ma comparação breve: morreram mais de 600 mil norte-americanos na Guerra Civil; já na famosa Guerra do Vietnã, o número de baixas oficiais foi de 58 mil mortos. O conflito também serviu para criar o mito de Lincoln como grande estadista defensor da liberdade, forjar certo sentimento de identidade nacional baseada na superioridade do ”mundo” do Norte, abrir caminho para o surgimento de determinadas leis comuns e definir a trilha histórica de um país unificado a partir das armas.”
Comparação entre as baixas ocorridas na Guerra Civil e várias outras guerras travadas pelos EUA. Nem na Segunda Grande Guerra Mundial ocorreram tantas baixas.


A Batalha de Gettysburg ocorreu entre 1 e 3 de Julho de 1863 ao redor do povoado de Gettysburg (Pennsylvania – Estados Unidos) entre o exército dos Estados Unidos, chamado ”A União”, e o da Confederação (Estados Confederados da América). Esta foi a maior batalha que teve lugar na América do Norte e foi considerada crucial na Guerra Civil dos Estados Unidos. O resultado foi uma grande vitória por parte do Exército Federal da União, mas com um altíssimo custo. Mais de 52.000 vidas se perderam em somente três dias de batalha, o que significa em torno de 8% do total de mortos em toda a guerra civil.
Mortos no campo de batalha durante a Guerra Civil Americana. Na imagem, registrada por Timothy H. O’Sullivan em 1863, corpos de soldados mortos em Gettysburg, batalha com o maior número de vítimas na Guerra Civil dos Estados Unidos. Em meados do século XIX, as imagens de guerra ainda não eram comuns, fato que chocou o público americano.
Hoje, Gettysburg é uma pequena cidade de 10.000 habitantes, no interior do Estado da Pennsylvania. Fica a cerca de 140 km de Washington, a capital americana. Há séculos aquela é uma região calma, bucólica, dedicada à agropecuária.
Pequena comunidade rural foi palco do maior massacre em solo americano.
Mas, desde aqueles terríveis dias, se tornou um símbolo da Guerra da Secessão, um marco dos livros de história americana e local de peregrinação ininterrupto de visitantes . A batalha de Gettysburg, vencida pelas tropas do Norte, inverteu o rumo da Guerra Civil, até então totalmente favorável aos rebeldes do Sul.
Dia 30 de junho de 1863. Faltava pouco para as comemorações da independência norte-americana. O general Robert E. Lee conduziu o exército confederado em uma expedição que buscava levar a Guerra Civil até as cercanias de Washington, a capital do país. Seus objetivos eram dar um golpe decisivo na moral do Exército da União, forçar o governo federal a sentar-se à mesa de negociações e conseguir uma outra independência: a dos estados do sul em relação ao restante do país.
Após dois anos de conflitos, Lee, conhecido por seus inimigos como Raposa Grisalha, colecionava uma sucessão de vitórias sobre as forças federais nos estados de Maryland e da Virgínia. Ao entrar na Pennsylvania, em pleno coração do território nortista, mostrava a seus inimigos que não estava disposto a perder a guerra.
Percebendo o tamanho da ameaça, o governo mobilizou um exército de 95 mil homens, liderados pelo general George G. Meade, para caçar e destruir os expedicionários confederados, que contavam com 75 mil soldados.
Ao raiar do dia 1 de julho, Lee despachou diversas brigadas para tentar estabelecer contato com o inimigo. Confiante nas vitórias recentes, o general sulista esperava liquidar seus perseguidores, destruindo de vez o moral dos unionistas. Nas cercanias da pequena Gettysburg, o contato foi finalmente estabelecido.
Monumento retrata a chegada dos exércitos à cidade.
Gettysburg era uma pequena cidade interiorana cercada por morros rochosos e bosques. Ao aproximar-se dela, os confederados encontraram duas brigadas ianques, como eram chamados pejorativamente os nortistas por seus inimigos, entrincheiradas em uma faixa de aproximadamente 1,5 quilômetro de elevações ao sul da cidadezinha.
< span style="font-family: 'trebuchet ms', geneva, sans-serif; font-size: 14px;">As trocas de tiros foram se sucedendo, enquanto os dois lados mandavam informes aos respectivos comandantes solicitando reforços. A aproximação da noite trouxe uma pausa para o combate, mas a escalada de violência que começara de maneira quase casual dava início a uma das mais importantes e a mais sangrenta batalha da Guerra Civil norte-americana.
Após as escaramuças do dia anterior terminarem com a manutenção das tropas federais em suas posições originais, o dia 2 de julho começava com um impressionante aumento dos efetivos de lado a lado. Morros como Culps Hill, Cemetery Ridge e Little Round Top eram o objetivo maior dos atacantes, enquanto as tropas do governo limitavam-se a cavar trincheiras e sustentar suas posições.
MAPA DA BATALHA DE GETTYSBURG

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O MAPA DETALHADO EM ALTA RESOLUÇÃO
Valendo-se de um comportamento que se transformara em marca de combate, os sulistas subiam as encostas dos morros urrando. Seu objetivo era contornar as extremidades das linhas de defesa e surpreender os inimigos pela retaguarda. Mas, à exceção de alguns combates corpo a corpo, na maioria das vezes foram repelidos a tiros antes mesmo que pudessem chegar perto das trincheiras nortistas.
Ao cair da noite, avaliando o resultado dos dois primeiros dias de batalha, o general Meade resolveu, junto com seu Estado-Maior, que a melhor coisa a fazer era manter uma postura defensiva. Um novo fracasso diante dos rebeldes, que vinham obtendo vitórias consecutivas contra o exército federal, poderia ter consequências desastrosas.
Os planos do general Lee para o dia 3 de julho eram um pouco mais ambiciosos em comparação ao que seus homens haviam feito até então. A Raposa Grisalha decidira que enviaria uma poderosa força de infantaria, com 12 mil homens, comandados pelo general Longstreet, para romper a linha de defesa inimiga bem no centro.
Ao mesmo tempo, despacharia sua cavalaria para atacar a retaguarda ianque, fazendo um longo contorno a leste de Gettysburg. O que Lee não sabia era que diversos fatores começavam a conspirar contra seus objetivos.
Às 13 horas daquele dia, uma gigantesca barragem de artilharia, composta por 170 canhões, iniciou um ataque que deveria devastar as defesas unionistas. A enorme coluna de fumaça que se seguiu aos disparos não permitiu aos observadores confederados perceberem que os projéteis estavam explodindo bem atrás das trincheiras inimigas.
Gettysburg é um gigantesco museu a céu aberto. Muitos itens usados na batalha estão expostos nos locais onde foram originalmente utilizados, como no caso dos canhões acima.
Antes mesmo que os canhões sulistas silenciassem, os homens de Longstreet iniciaram uma marcha pelos mil metros que os separavam das trincheiras unionistas. O que se seguiu então foi uma verdadeira prática de tiro ao alvo, executada inicialmente pelos canhões e, em seguida, pelos rifles nortistas. Dois em cada três soldados atacantes não retornaram para suas linhas após a investida.
Quando voltou do ataque malsucedido, o general George Pickett protagonizou um dos mais célebres diálogos da história da Guerra Civil. Ao se aproximar do general Lee, ouviu do comandante-em-chefe uma ordem para reorganizar sua divisão, ao que respondeu: “General Lee, eu não tenho mais nenhuma divisão”.
Assim, todos os esforços para subjugar o numeroso, mas até então desorganizado exército da União, resultaram em um grande fracasso. A perda de quase um terço de seus efetivos em três dias de batalha impedia a continuidade da expedição em território inimigo.
O dia 4 de julho de 1863 foi marcado por uma torrencial chuva que caiu sobre a região da Pensilvânia. Debaixo do aguaceiro, Robert E. Lee montou em seu cavalo e conduziu o exército sulista de volta para a Virgínia. Em seu íntimo, sabia que a tão sonhada independência dos estados confederados estava mortalmente ameaçada pela derrota em Gettysburg.
A derrota em Gettysburg marcou o início da derrota sulista na Guerra Civil.
Depois de Gettysburg, o Sul nunca mais foi o mesmo. Lutou ainda por mais dois anos até a rendição, em abril de 1865. O sacrifício dos 53 mil soldados que caíram naquele campo de batalha foi reconhecido e homenageado pelo Presidente Abraham Lincoln, em novembro de 1863, quando fez um discurso histórico na inauguração do cemitério militar da cidade.
Cemitério militar de Gettysburg. Milhares de soldados jazem na cidade que assistiu à batalha mais sangrenta já travada em território norte-americano.
Tudo isso fez a fama de Gettysburg. As crianças americanas aprendem na escola o discurso de Lincoln em Gettysburg. Quando o último soldado da Guerra Civil morreu, em 1956, Gettysburg já estava coberta de monumentos levantados pelos veteranos que lá combateram, seja para lembrar um episódio, um grupo de colegas ou um general. Gettysburg é hoje um Parque Nacional. Diariamente, ônibus escolares chegam à cidade com estudantes que disputam as atrações com centenas de turistas e historiadores.
Há décadas Gettysburg é um centro histórico que atrai turistas, alunos e historiadores do mundo todo.
Gettysburg à noite se transforma. Nas janelas das casas da época aparecem velas acesas. Segundo a tradição, isso significa que naquele lar se espera a volta de um alguém muito querido que foi para a guerra. E que ainda vaga sem rumo em algum lugar do passado.
Velas nas janelas das casas, como que faróis na esperança de guiarem as almas daqueles que pereceram nos campos de batalha na volta para casa.

Tom Berenger gostava tanto de seu papel como o general James Longstreet, que mais tarde abriu um restaurante/pub no centro de Wilmington, Carolina do Norte, chamado “”Longstreet’s Irish Pub”. Em 2020 ainda está em funcionamento, embora não esteja mais sob a direção do ator. Ele também formou sua própria empresa de produção, a First Corps Endeavors, com o produtor William MacDonald (que operou de 1995 a 1997). O nome foi uma homenagem ao comando do general Longstreet, um papel que Berenger costuma mencionar como o que mais o agradou na carreira. No início da produção, o ator presenteou cada membro do elenco confederado com uma espada gravada no nome de seu personagem pelo General Longstreet. Berenger pagou pelas próprias espadas.
Pequeno pub no centro de Wilmington foi batizado pelo ator com o nome do seu personagem no filme.
Poucas explosões no solo fizeram barulho quando detonadas, por medo de assustar os cavalos que estavam por todo o cenário e ferir seus cavaleiros. A maior parte do som foi adicionada na pós-produção. Mais tarde, a ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals – Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade aos Animais) elogiou o filme em seu relatório anual por modificar os métodos de filmagem em favor dos animais.
Explosões “silenciosas” garantiram o conforto dos animais utilizados nas filmagens.
A estreia do filme na TV dos EUA na emissora TNT em junho de 1994 atraiu a maior audiência de todos os tempos para um filme transmitido por TV a cabo. Mais de 23 milhões de pessoas assistiram toda ou parte das duas noites de transmissão.
Sam Elliott é o único ator principal do filme que usa um uniforme gasto e desbotado. Quando ele recebeu um uniforme novinho em folha para o filme, ele ligou para o especialista em figurinos Luster Bayless e pediu instruções para envelhecer adequadamente seu uniforme. O ator realizou o processo em seu banheiro do motel.
Sam Elliott e seu uniforme surrado. Figurino trabalhado pelo ator trouxe ainda mais autenticidade ao personagem.
Três irmãos Chamberlain estavam em Gettysburg, embora apenas dois apareçam no filme. John Chamberlain era um médico que havia descido para visitar seus irmãos, Joshua e Thomas. Quando Lee invadiu a Pensilvânia, John ficou com o 20º Maine para ajudar. Ele tratou os feridos do 20º Maine em Little Round Top e depois ajudou em vários hospitais de campanha. Estavam sempre juntos, até uma ocasião em que Joshua disse para John e Tom: “Separem-se! Outro perto assim e pode ser um dia ruim para a mãe”. Ele soltou a frase logo depois que um morteiro explodiu nas árvores acima de suas cabeças enquanto eles subiam juntos o Little Round Top.
John, Thomas e Joshua. Irmãos Chamberlain lutaram juntos na guerra.
A equipe de produção recebeu a notícia da morte de Richard Jordan enquanto eles estavam editando a cena da morte de seu personagem. O ator morreu de um tumor cerebral em 30 de agosto de 1993, cinco semanas antes da estréia do filme. Seu memorial foi realizado em Los Angeles no mesmo dia em que o filme estreou em Gettysburg, Pensilvânia. Ele foi homenageado nos créditos finais, junto com o escritor Michael Shaara, falecido em 1988, cujo romance serviu de base para o roteiro. O roteiro do filme veio, quase literalmente, do livro vencedor do prêmio Pulitzer
Ator (esquerda) e autor (direita) homenageados nos créditos finais. Notícia da morte do ator chocou a equipe de produção.
O título de trabalho original do filme era “The Killer Angels”, o título do romance fonte de Michael Shaara. Preocupado que o público pudesse pensar que o filme era sobre gangues de motoqueiros, Ted Turner mudou para “Gettysburg”.
O ator Sam Elliott tenta produzir um filme baseado na vida do general Buford desde o lançamento deste filme. Por enquanto, sem sucesso.
Martin Sheen foi escalado como General Robert E. Lee no último minuto, depois que atrasos na produção e complicações no cronograma forçaram outros atores a desistirem do papel. O diretor Ron Maxwell disse em entrevistas que estava grato a Sheen por aceitar o papel, fazer um ótimo trabalho e ser totalmente cavalheiro sobre a situação. O papel de Sheen no filme como General Lee estava previsto inicialmente para William Hurt, que se comprometeu com o projeto quando o estúdio que financiava o filme na época faliu. Tommy Lee Jones foi abordado, mas não conseguiu, porque sua agenda estava cheia. Robert Duvall foi o próximo candidato mais provável, depois de se aproximar dos produtores e fazer pesquisas sobre o papel, sotaque da Virgínia e tudo, até Martin Sheen assinar um contrato repentino de última hora. Uma semelhança física com o general Lee não era uma pré condição para um ator conseguir o papel, já que os profissionais maquiadores dariam conta do recado. Aplicar a maquiagem e o cabelo de Martin Sheen como General Lee, por exemplo, levava cerca de 90 minutos.
William Hurt (no alto à esquerda), Tommy Lee Jones (no alto ao centro) e Robert Duvall (no alto à direita). Todos os atores foram sondados para o papel que ficou com Martin Sheen (acima).
No final da exibição para a imprensa em setembro de 1993 na cidade de Nova York, a plateia ficou em silêncio por quase um minuto, até Martin Sheen começar a aplaudir sozinho, com outros participantes aplaudindo gradualmente em seguida, até contagiar toda a platéia.
O filme foi concebido e filmado como uma minissérie para a rede a cabo TNT. Ted Turner viu trechos na pós-produção, percebeu que tinha algo maior que uma minissérie de televisão e decidiu lançá-lo nos cinemas antes mesmo de concluir a edição. A New Line Cinema se tornou a distribuidora.
Stephen Lang foi jogado do cavalo durante as filmagens da sequência de Pickett’s Charge. A queda foi acidental, mas ficou tão natural e dentro do contexto que foi mantida no filme.
Queda acidental foi mantida no filme. Mais realismo, impossível.
O primo distante de Richard Jordan, William S. Jordan, era sargento no 2º Regimento do Maine e um dos amotinados que foi enviado para o 20º Maine sob o comando de Joshua Lawrence Chamberlain. William S. Jordan foi mortalmente ferido em defesa de Little Round Top, uma cena crucial no filme.
Lee usava geralmente um uniforme simples com três estrelas no colarinho porque ele não gostava dos uniformes fortemente trançados usados pela maioria dos generais confederados. As três estrelas do Exército Confederado indicaram o posto de Coronel, que era o posto de Lee quando ele se demitiu do Exército dos EUA. Generais confederados usavam estrelas enfeitadas em seus colarinhos, e sua posição era indicada pelo número de listras na trança em suas mangas. Longstreet e outros têm as estrelas do colar (uma grande e duas pequenas), mas os outros generais têm um número variável de listras em suas tranças nas mangas. Alguns brigadistas usam apenas as abas do colarinho. Ninguém sabe por que Lee insistiu em usar esse uniforme com a classificação imprópria. Ocasionalmente, ele usava o uniforme adequado, inclusive quando se rendeu a Grant em Appomattox.
Uniforme do General Lee não condizia com sua patente. Três estrelas no colarinho e nada mais.
Sam Elliott era tão mergulhado no personagem no set que retornava as saudações dos reencenadores e se dirigia aos atores uniformizados por sua patente.
O filme estreou em 124 cinemas dos EUA em 8 de outubro de
1993. F
ortes críticas positivas e propaganda boca a boca dobraram para 248 cinemas em apenas uma semana.
A cena final do filme, quando Tom e Joshua Lawrence Chamberlain estão reunidos no campo de batalha quando o sol se põe, foi a cena final a ser filmada, uma ocorrência rara para um filme.
Devido ao longo tempo de duração do filme, os cinemas eram limitados a duas exibições por dia, geralmente às 13h. e 19h. Apesar disso, o filme ganhou mais dinheiro no fim de semana de estreia, mesmo com esta limitação, do que “O Demolidor” (1993), o filme número um nas bilheterias, em grande lançamento.
Durante a estréia em Atlanta, Martin Sheen ficou cada vez mais irritado com um membro da platéia sentado atrás dele, que ficava falando e comentando sobre os personagens do filme e o que estava prestes a acontecer nas cenas seguintes. Quando as luzes se acenderam para o intervalo, Sheen se virou para confrontar a pessoa e percebeu que era o ex-presidente Jimmy Carter. Achou melhor, por razões óbvias, não brigar com o ex-presidente.
C. Thomas Howell tentou deixar crescer sua própria barba para o filme. No entanto, simplesmente não havia tempo suficiente para ele exibir uma representação precisa dos enormes pêlos faciais de Tom Chamberlain. Assim, recorreu à uma barba postiça.
C. Thomas Howell até tentou algo natural, mas teve de recorrer à uma barba postiça para interpretar o personagem a tempo.
A cena em que o 20º Maine chega ao cume foi filmada em Little Round Top. O ator com os binóculos atrás deles está interpretando o general Gouverneur Warren, que não estava no Little Round Top quando o 20º Maine se posicionou. O homem está na mesma pose que a famosa estátua de Warren e está impedindo a câmera de ver a estátua real, que está logo atrás dele. Warren é creditado por ter visto os Confederados sob John Bell Hood se amontoando na floresta em frente a Little Round Top antes do início da batalha, e enviou um oficial para encontrar reforços. O oficial a quem Warren pediu ajuda foi o tenente Washington Roebling, que mais tarde construiu a ponte do Brooklyn.
Mesmo estando praticamente toda coberta, é possível ver uma pequena parte da estátua que está atrás do ator. No destaque do círculo amarelo, vemos sua mão segurando os binóculos.
Quando soldados do 14º Brooklyn (os soldados de infantaria de calças vermelhas) se reúnem em torno do cadáver do general Reynolds, pretende-se replicar a pintura de Benjamin West, de 1770, “A morte do general Wolfe”. Kees Van Oostrum cumprimentou com entusiasmo os membros do 14º Brooklyn no dia das filmagens, dizendo que estava cansado de filmar constantemente azul e cinza.
Cena baseada em pintura do século XVIII recria carga dramática, mas também traz um pouco mais de cor ao filme.
A maioria das cenas internas da barraca que deveriam ocorrer à noite foram filmadas durante o dia. As tendas foram montadas sob estruturas de alumínio especialmente construídas que bloqueavam o sol e permitiam fácil acesso a tomadas e geradores.
Enquanto Robert Duvall foi substituído por Martin Sheen para interpretar o general Robert E. Lee no último minuto, ele interpretou Lee em Deuses E Generais (2003).
Desde as primeiras idéias e rascunhos, até a edição e pós-produção finais, quase 15 anos de trabalho foram necessários para fazer este filme.
Alguns membros do 20º Maine têm uma cruz maltesa vermelha em seus uniformes ou em cima de seus chapéus. Representa o 5º corpo do exército da união do Potomac, do qual o 20º Maine era parte. Soldados de diferentes corpos usavam distintivos diferentes. Cada divisão foi identificada pela cor do emblema; as unidades da primeira divisão usavam vermelho, as da segunda divisão usavam branco e a terceira divisão usava azul.
Cruz de malta vermelha (em destaque) identificava grupo específico dentro do exército nortista.
A produtora deu uma grande festa ocupando um quarteirão inteiro no centro de Gettysburg para os habitantes locais quando as filmagens foram concluídas, para agradecer à população por cederem o local para as filmagens de verão na cidade e nos arredores.
Muitas cenas foram filmadas ou estavam no roteiro diário, mas não foram usadas na versão final. Uma dessas cenas é o corpo do general Reynolds em uma maca quando voltou pelas linhas da União e passou pelo general Buford, atordoado, a cavalo. Buford faz uma pausa para ver o corpo passar an
tes de volta
r para as linhas de frente. Isso foi filmado, mas acabou sendo excluído. O material bruto pode ser encontrado no lançamento original do DVD.
No final do intervalo, durante sua exibição nas salas de cinema, os cinemas tinham as luzes meio apagadas e a faixa “Killer Angels” da partitura tocada. Isso foi concebido pelos cineastas como uma maneira de ajudar a trazer o público de volta à atmosfera do filme.
O diretor Ron Maxwell tentou fazer esse filme por quase 15 anos. Quando conseguiu, Michael Shaara havia morrido. Maxwell se encontrou com seu filho Jeff Shaara durante a produção e o convenceu a continuar o trabalho de seu pai. Ele fez isso escrevendo um prequel, Gods and Generals, e uma sequência, The Last Full Measure. O primeiro foi transformado em Deuses E Generais (2003). O jovem Shaara também aplicou a abordagem de ficção histórica de seu pai à Revolução Americana, à Guerra Mexicano-Americana, à Guerra Civil Americana no teatro ocidental, tanto na Guerra Mundial quanto na Guerra da Coréia.
A cena que acontece pouco antes da carga de Pickett, onde Lee é aplaudido pelas tropas, foi improvisada. Alguns dos atores coadjuvantes organizaram um “obrigado” para Martin Sheen, e os reencenadores acabaram todos o homenageando em bloco. Quando a gravação desta homenagem foi examinada, os produtores gostaram muito do resultado. Ele foi dublado com as tropas gritando “Lee” em vez de “Sheen” e adicionado à montagem final do filme.
Filmagem de homenagem a Martin Sheen agradou os produtores a ponto de ser incluída no filme.
George Lazenby insistiu em utilizar a sua barba verdadeira para seu papel como brigadeiro-general J. Johnston Pettigrew no filme e que não necessitaria de uma barba falsa. Assim, sua cena não foi filmada até sua barba ter crescido o suficiente para a sua caracterização. O ator ainda hoje é muito lembrado por ter interpretado James Bond nos cinemas, mas em um único filme: “007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969), sendo posteriormente substituído por Roger Moore.
O ator George Lazenby (em primeiro plano). Tempo necessário para deixar a barba crescer não causou atrasos nas filmagens.
Um modelo de fachada do Lutheran Theological Seminary teve que ser construído, devido aos edifícios modernos que cercavam o real. Custou cerca de US $ 40.000 e aparece nas cenas panorâmicas. O prédio real aparece em uma cena com muito cuidado, quando Buford está escrevendo a mensagem ao general Reynolds na noite anterior à batalha.
O Lutheran Theological Seminary real aparece uma única vez no filme (acima). Na maior parte das cenas em que aparece, é uma construção cenográfica (no alto).
Embora o filme tenha sido um sucesso de crítica, ele faturou apenas US $ 12,7 milhões nas bilheterias, contra um orçamento de US $ 15 a US $ 25 milhões. Mas obteve lucro devido a transmissões de televisão, além das vendas de VHS e DVD, que eram o seu público original.
Joss Whedon citou este filme como uma influência primária de sua curta série de televisão Firefly (2002), uma metáfora de ficção científica da Guerra Civil Americana que ocorre em outros planetas.
Firefly. Série espacial foi inspirada em Gettysburg.
Quando o general Buford entra na sede do general Hancock, um major-general de um braço é brevemente visível à direita de Hancock. É provável que ele seja o major-general Oliver O. Howard, comandante do 11º Corpo, Exército de Potomac, que estava presente na Batalha de Gettysburg. O general Howard perdeu o braço devido a ferimentos recebidos na Batalha dos Sete Pinheiros (também conhecido como Batalha de Fair Oaks) em 1862.
Major-general Oliver O. Howard (em destaque). Personagem histórico aparece brevemente no filme.
Devido a questões de segurança, a maioria das peças de artilharia do set disparou com apenas um quarto da potência normal do disparo, e é por isso que poucas armas do filme recuam após o disparo.
Um reencenador sofreu um leve ataque cardíaco ao correr na cena da Carga de Pickett e foi levado para um hospi
tal local. Quan
do ele se recuperou o suficiente, Ted Turner o trouxe de volta ao set em sua limusine pessoal para assistir as filmagens do filme. Infelizmente, o homem morreu vários dias depois.
Stephen Lang se interessou tanto pela história de Gettysburg que facilitou a dedicação de um banco memorial a Michael Shaara, autor do material principal do filme, “The Killer Angels”. O banco foi dedicado em 3 de julho de 2008, o 145º aniversário do último dia de batalha. Está localizado próximo ao túmulo de George Pickett, no histórico Cemitério de Hollywood, em Richmond, Virgínia.
Banco homenageia autor da obra em que o roteiro do filme foi baseado.
Quase todos os extras foram reencenadores da Guerra Civil. Eles forneceram uniformes, armas, roupas, tendas e óculos adequados para o período, às suas próprias custas (mais de US $ 1.000 por pessoa). Como um grupo, os reencenadores são muito meticulosos sobre o que eles e outras pessoas comem, carregam ou usam, incluindo escovas de dentes de pêlo de cavalo e os botões de latão adequados de um regimento.
As cenas na cúpula do Lutheran Theological Seminary com Buford e sua equipe foram filmadas principalmente no nível do solo. Quando as filmagens foram concluídas, a equipe de produção entregou a cúpula aos proprietários das terras em que estavam filmando. Esses proprietários passaram a usar a cúpula como um mirante. A verdadeira cúpula da batalha ainda está no topo do Lutheran Theological Seminary.
Quando Tom Chamberlain conversa com os prisioneiros de guerra confederados, a cena é adaptada da pintura “Prisoners from the Front”, de Winslow Homer. Os créditos de abertura incluem uma foto em tom sépia da pintura. O oficial da União na pintura é na verdade o brigadeiro-general Francis C. Barlow.
A pintura “Prisoners at the Front” (no alto), a versão inserida nos créditos iniciais (ao centro) e a cena adaptada (acima).
Pouco antes da batalha do Little Round Top, um padre católico abençoa as tropas. Na vida real, a Brigada Irlandesa recebeu a absolvição do padre William Corby pouco antes de entrar no que se tornou o segundo dia da batalha de Gettysburg. A música de fundo é “The Minstrel Boy “, uma música patriótica irlandesa popular.
Todas as cornetas ouvidas na trilha sonora foram tocadas pelo sargento Duncan C. MacQueen, da Guarda Nacional do Exército de Nova Jersey, que também tocava a corneta do general Buford. Na época das filmagens, o Sargento de Primeira Classe MacQueen era membro do grupo de reencenação da Guerra Civil da 1ª Cavalaria de Nova Jersey e da unidade da Guarda Nacional do Exército de Nova Jersey (na época, designada a 102ª Armadura).
Sargento Duncan C. MacQueen, tocando um dos vários instrumentos que domina com maestria.
Tom Chamberlain menciona que o filho do general Meade é um ajudante de campo. Esse filho era George Gordon Meade, Jr. (1843-1897). Ele era capitão na época da batalha de Gettysburg e permaneceu o assessor de campo de seu pai durante a guerra.
Quase todas as sequências de batalha do Primeiro Dia foram filmadas pela Segunda Unidade do filme. A Primeira Unidade e a maioria da equipe de produção estavam a vários quilômetros de distância, filmando as seqüências de Little Round Top.
Todos os três atores principais atuaram como presidentes dos EUA. Tom Berenger interpretou Theodore Roosevelt na minissérie “Bravos Guerreiros” (1997), Martin Sheen interpretou John F. Kennedy na minissérie “Kennedy” (1983) e Jeff Daniels interpretou George Washington no telefilme “The Crossing” (2000). A neta de George Washington, Martha Custis, era a esposa de Robert E. Lee.
Tom Berenger (esquerda) , Martin Sheen (centro), e Jeff Daniels (direita). Os três atores interpretaram presidentes americanos ao longo da carreira.
Bo Brinkman originalmente usaria um cavanhaque para o papel do Major Taylor. Ele foi a Ron Maxwell em seu primeiro dia no set e disse que, com o cavanhaque, parecia uma criança em uma peça do ensino médio e pediu para usar apenas o bigode. Num primeiro momento, o diretor não se convenceu a mudar o visual do personagem. Então o ator foi até o camarim, aplicou a maquiagem completa e voltou a se apresentar ao diretor. Ao ver o ator com a maquiagem completa, Maxwell concordou imediatamente com o ator e disse: “_Tem razão! Fiquemos apenas com o bigode”.
Bo Brinkman e sua caracterização para o filme. Sem cavanhaque.
O produtor e cineasta Ken Burns faz uma pequena ponta no filme: Ele é o soldado que diz ao general Hancock: “Abaixe-se, general, por favor! Precisamos do senhor.”
Fascinado pela Guerra Civil Americana, Ken Burns conseguiu uma pequena participação na obra.
O produtor, empresário e dono da Turner Pictures, Ted Turner, também faz uma ponta no filme. Ele é o Coronel Waller T. Patton, Estados Confederados da América, o antepassado de dois futuros generais do Exército dos EUA. Durante a investida do Major General Pickett, algumas tropas confederadas chegam a uma cerca que precisam transpor. Patton lidera a investida e depois é abatido na frente da cerca.
Produtor Ted Turner (destaque) incorporando um importante militar americano.
Com alguns produtores fazendo pontas no filme, o diretor Ron Maxwell não quis ficar de fora. Ele é um dos assessores de Hancock no terceiro dia, quando Hancock é apresentado ao coronel Chamberlain.
O diretor inserido em sua obra (em destaque).
Richard Jordan era amigo íntimo de Michael Shaara, autor de Killer Angels, no qual o filme se baseia. Jordan também contribuiu para o roteiro. Embora com problemas de saúde, Jordan disse que não era apenas amor pelo trabalho, mas que também era muito importante que ele terminasse o filme. Sua última aparição na tela foi a morte de seu personagem, Armistead. Jordan morreu de um tumor cerebral inoperável em 30 de agosto de 1993, enquanto o filme estava em pós-produção. Não está claro quantos do elenco ou da equipe estavam cientes de que Jordan estava em estado terminal durante as filmagens.
Este filme foi o primeiro lançamento para os cinemas da Turner Pictures.
Fontes: imdb.com, battlefields.org , heatherhambelcurley.com, pt.findagrave.com, winslowhomer.org , historiadomundo.com.br, escolaeducacao.com.br, historiapublica.blogspot.com, academia.edu, museudeimagens.com.br, aventurasnahistoria.com.br, pfdrastromar.wordpress.com, loc.gov, ctc.ac.uk, destinationgettysburg.com, hertz.com, celebrategettysburg.com, gettysburgfoundation.org, nps.gov, wilmingtonandbeaches.com e filmow.com.

CONFEDERAÇÃO
Tom Berenger como Tenente General James Longstreet
Martin Sheen como General Robert E. Lee
Stephen Lang como Major General George Pickett
Richard Jordan como Brigadeiro General Lewis Armistead
Andrew Prine como Brigadeiro General Richard B. Garnett
Cooper Huckabee como Henry Thomas Harrison
Patrick Gorman como Major General John Bell Hood
Bo Brinkman como Major Walter H. Taylor
James Lancaster como Tenente Colonel Arthur Fremantle
W. Morgan Sheppard como Major General Isaac R. Trimble
Kieran Mulroney como Major Moxley Sorrel
James Patrick Stuart como Coronel Edward Porter Alexander
Tim Ruddy como Major Charles Marshall
Royce D. Applegate como Brigadeiro General James L. Kemper
Ivan Kane como Capitão TJ Goree
Warren Burton como Major General Henry Heth
MacIntyre Dixon como Major General Jubal Early
Joseph Fuqua como Major General J. E. B. Stuart
Tim Scott como Tenente General Richard S. Ewell
George Lazenby como Major General J. Johnston Pettigrew
Graham Winton como Major General Robert E. Rodes
UNIÃO
Jeff Daniels como Coronel Joshua Chamberlain
Sam Elliott como Brigadeiro General John Buford
C. Thomas Howell como Tenente Thomas Chamberlain
Kevin Conway como Sargento Buster Kilrain
Brian Mallon como Major General Winfield Scott Hancock
Buck Taylor como Coronel William Gamble
John Diehl como Soldado Joseph Bucklin
Joshua D. Maurer como Coronel James Clay Rice
John Rothman como Major General John F. Reynolds
Richard Anderson como Major General George Meade
Billy Campbell como Tenente Andrew Lewis Pitzer
David Carpenter como Coronel Thomas C. Devin
Maxwell Caulfield como Coronel Strong Vincent
Donal Logue como Capitão Ellis Spear
Dwier Brown como Capitão Brewer
Herb Mitchell como Sargento Andrew J. Tozier
Emile O. Schmidt como Brigadeiro General John Gibbon

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