A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA – Nacional / 1080p – Download – 2011
A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA – 2011
BRASIL
DRAMA
DIREÇÃO: Vinicius Coimbra
ROTEIRO: Vinicius Coimbra, Manuela Dias, J. Guimarães Rosa
IMDb: 7,1 https://www.imdb.com/title/tt3455238/

ADICIONADO TORRENT
BRRIP 1080P – NACIONAL
Postado por ZELINO ANONIMO

Formato: MKV
Qualidade: BRRip – MPEG4 Video (H264) 1916×814 23.974fps
Tamanho: 1,95 GB
Duração: 107 min.
Legendas: S/L
Áudios: Português – Dolby AC3 48000Hz 6ch 384kbps
Servidores: Google Drive (3 partes RAR) / MediaFire (Torrent)
Arquivo Torrent: Luiz_Henrique_Br
Uploader: ZELINO ANONIMO

PASTA COM OS ARQUIVOS: A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
TORRENT: A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA


Augusto Matraga (João Miguel) é um fazendeiro orgulhoso, valente e mulherengo, que está à beira da falência. Sua esposa Dinorá (Vanessa Gerbelli) resolve abandoná-lo com a filha do casal, ao receber uma proposta feita por Ouvídio Moura (Werner Schunemann). A situação faz com que Augusto fique enfurecido e parta para a casa de Ouvídio, em busca de vingança. Lá ele é espancado pelos capangas de Consilva (Chico Anysio), que o marcam com ferro e o atiram em um precipício para morrer. À beira da morte, Augusto é encontrado por um casal, que cuida de sua recuperação. Cinco anos depois ele deixa o local, completamente mudado e agora temente a Deus.
O terreiro lá de casa
Não se varre com vassoura
Varre com ponta de sabre
E bala de metralhadora.
“A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, sob a direção de Vinícius Coimbra. O filme foi realizado em 2011, mas só em 2015 está sendo lançado em circuito regular. Ele foi premiado no Festival do Rio, em 2011, como melhor filme, pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular. Mesmo assim, questões de direitos e burocráticos o mantiveram fora de cartaz até hoje. Nessa nova versão da obra de Guimarães Rosa, coube a João Miguel, grande ator, o papel de Augusto Matraga, que originalmente foi vivido pelo grande Leonardo Villar. Ele se sai muito bem na difícil empreitada de viver um personagem que se transforma de modo radical e tem agressividade e mansidão em proporções alternadas, crueldade e b
eatitude em escalas similares. A nov
a versão traz também José Wilker, como Joãozinho Bem-Bem, e tem a participação especial de Chico Anysio, como o Major Consilva. Dois grandes nomes que já se foram, figuras queridas e talentosas, que ver em cena é sempre muito bom. Vanessa Gerbelli e Irandhir Santos também compõem o ótimo elenco do filme, que ainda conta com participações especiais de José Dumont e Gorete Milagres. Enfim, de grandes atores e atrizes o filme está cheio. Para que possamos admitir a ausência da música de Geraldo Vandré, que dialogava tão diretamente com o texto e a história, na versão original, o novo Matraga põe a música sublime de Tom Jobim com grande orquestra, inundando a tela de um som magnífico. Deu para compensar. A versão atual de Matraga destaca e valoriza bem a prosa original de Guimarães Rosa e dá à saga do personagem uma dimensão de aventura ao estilo faroeste, capaz de envolver o público. É um bom trabalho, que merece ser visto.































Quanto à inevitável comparação que farão todos os que conhecem o filme original, é preciso considerar que os tempos são outros, as intenções mudam, a própria tecnologia de filmar muda. O Matraga original é um exemplar bem acabado do cinema novo brasileiro da época, que renovou a linguagem cinematográfica nessas plagas. Para mim, incomparável. O que não significa que não se possa revisitar essa obra tão importante da literatura, como é este conto de “Sagarana” e buscar uma nova forma de apresentá-la. Seria preciso realizar esse trabalho com a competência e a dignidade que ele merece. Isso, o filme de Vinícius Coimbra alcançou.A novela A hora e a vez de Augusto Matraga foi escrita por Guimarães Rosa (1908-1967) e está incluída no livro Sagarana (1946). Narrado em terceira pessoa, a história marcada pelo belo trabalho com a linguagem é protagonizada por Nhô Augusto.
O personagem principal é um homem cruel que acaba por conseguir dar uma reviravolta na própria vida, mas afinal se vê em luta contra o seu instinto.
Marcado pela violência, pela vingança e pela realidade dura do sertão de Minas Gerais, a criação de Guimarães Rosa é um clássico da literatura brasileira que merece ser lido e relido.
Resumo:
O personagem central da narrativa de Guimarães Rosa é Nhô Augusto, ou melhor, Augusto Esteves, filho do poderoso Coronel Afonsão Esteves. Dono de diversas terras entre as Pindaíbas e o Sacoda-Embira, no sertão de Minas Gerais, o sujeito é uma espécie de valentão da região, reconhecido pela sua frieza e perversidade. Casado com Dona Dionóra e pai de uma única filha chamada Mimita, o rapaz arruma confusão por onde passa, espalhando violência e medo. Aos poucos, ficamos sabendo um pouco mais da sua história de vida. Nhô Augusto perdeu a mãe ainda criança, teve um pai problemático e foi criado pela avó, que era muito religiosa e queria que o rapaz virasse padre.
Com alta propensão ao jogo e aos rabos de saia, Nhô Augusto acaba aos poucos por ir perdendo a fortuna que herdou. Os seus capangas, quando percebem o rumo que o patrão está tomando, decidem trocá-lo pelo seu pior inimigo: o major Consilva Quim Recadeiro. A mulher, desgastada com as traições e com os maus tratos do marido, foge com Ovídio Moura e leva a sua filha.
Furioso com os acontecimentos, Nhô Augusto decide comprar briga com o major. No meio do caminho, no entanto, é atacado violentamente pelos capangas do inimigo e fica à beira da morte. Espancado, ele chega a ser queimado com ferro quente usado nos gados. O bando acha que Nhô Augusto não irá resistir, por isso o atiram de um barranco e colocam uma cruz no lugar onde teria ocorrido o assassinato.
Por um milagre o sujeito sobrevive e, quando cai lá embaixo, é encontrado por um casal de negros (mãe Quitéria e pai Serapião) que cuidam das suas feridas, o abrigam e se tornam os seus protetores. Durante o processo de recuperação, Nhô Augusto recebe a visita de um padre, que faz discursos longos sobre a importância da fé, da reza e do trabalho duro. O padre o orienta a deixar a vida passada para trás e construir uma nova, plena de arrependimento, devoção e trabalho árduo. A verdade é que depois da experiência de quase morte, Nhô Augusto encontra a redenção e decide tomar um novo rumo.
Muito grato pela acolhida de mãe Quitéria e pai Serapião, ele parte de madrugada rumo ao único pedaço de terra seu que ainda restava. Lá cria uma nova identidade A vida de confusões parece ter sido completamente esquecida até que, passados seis anos, Nhô Augusto se encontra com Tião, um parente que o reconhece e traz novidades. Tião conta que Dona Dinorá segue feliz com Ovídio e pretende se casar porque afinal é considerada viúva e Mimita, enganada por um caixeiro viajante, caiu na vida. Nhô Augusto sente-se culpado, mas acha que nada pode fazer.
Sua vida de labuta e oração segue sem grandes sobressaltos até a chegada de Joãozinho Bem-Bem, um jagunço, com o seu bando. Entusiasmado ele convida a todos para se hospedarem na sua casa e transmite grande estima ao grupo, mas quando é convidado a se juntar a eles recusa veementemente, garantindo que a sua vida será dedicada ao bem. O bando parte. Tempos mais tarde, em Arraial do Rala-Coco, Nhô Augusto se cruza novamente com Joãozinho Bem-Bem que, com o seu bando, planeja fazer uma execução em uma família de um assassino fugido. Nhô Augusto discorda completamente da condenação e intervém para fazer justiça. No calor do momento sente brotar novamente o seu antigo eu e acaba por matar alguns capangas e o próprio Joãozinho. É durante a briga que Nhô Augusto volta a ser reconhecido.
Premiado no Festival do Rio de 2011, A Hora e a Vez de Augusto Matraga chega aos cinemas quatro anos depois da primeira exibição após uma série de problemas de distribuição. Na ocasião, o longa havia sido premiado como Melhor Filme do evento pelo júri oficial e popular. A expectativa era de um bom resultado comercial nos cinemas. Com o atraso, o filme chega sem impacto ao circuito. Ainda assim, quem for conferir irá se deparar com uma bela produção, de muito apuro técnico e grandes atuações.O grande risco do longa é ser comparado ao clássico A Hora e Vez de Augusto Matraga (1966), obra absolutamente fabulosa dirigida por Roberto Santos e estrelada por Leonardo Villar e Jofre Soares. Restaurado recentemente, o filme conta com tomadas muito ousadas para sua época, sendo um dos grandes ícones do Cinema Novo.A “sorte” do novo longa está no fato de que existe toda uma geração.
Augusto Matraga (João Miguel) é um violento fazendeiro do sertão de Minas Gerais que descobre que sua esposa (Vanessa Gerbelli) foi levada por um rival da região (Werner Shunemann). Ele vai atrás de vingança e acaba batendo de frento com o Major Consilva (Chico Anysio). Matraga é cercado pelos capangas do major e acaba espancado e dado como morto. Mas é resgatado por um casal de idosos e tentará retomar sua vida sem a violência de antes.
O elenco conta ainda com as ótimas participações de José Wilker, José Dumont, Júlio Andrade e Irandhir Santos . Wilker e Anysio, que vieram a falecer antes do lançamento da produção, surgem em participações duras e bem desenvolvidas, mas o destaque da produção vai mesmo para João Miguel. O ator, que já havia brilhado em obras como Cinema, Aspirinas e Urubus, Estômago e outras, entrega uma performance marcante e muito complexa. Ele dá vida a um personagem perturbado pelo passado, com momentos de brutalidade e outros de espiritualidade.
A Hora e a Vez de Augusto Matraga conta com um vigor técnico impressionante. A direção de fotografia de Lula Carvalho, que contou com a assistência do pai Walter Carvalho, é primorosa, seja pela beleza das tomadas abertas ou pela sutileza dos planos-detalhe. Outro destaque é a utilização de uma fotografia mais granulada, que remete aos clássicos faroestes americanos. A direção de arte, o figurino e a maquiagem também merecem destaque, bem como a trilha sonora de Sasha Amback, que usa e abusa de temas de Tom Jobim, que caem como uma luva no cenário do filme.

Júlio Andrade … Flosino Capeta
Chico Anysio … Major Consilva
Rômulo Braga … Juruminho
Ivan de Almeida … Serapião
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